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NOSSA VISÃO Ser para Nova Friburgo e região uma REFERÊNCIA na exposição das Sagradas Escrituras, no alcance de nossa geração, no acolhimento de pessoas em nosso meio e na prática de um cristianismo autêntico

sexta-feira, 27 de maio de 2011

PRONTOS PARA RESPONDER?????

 
No dia 05 de junho teremos eleição para presbíteros em nossa igreja, e no dia 12 de  junho para diáconos. Os candidatos eleitos e a igreja terão que responder algumas perguntas. Considerando Mateus 5:37  “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” Será que estamos prontos para responder  importantes perguntas, seja nesse dia, seja em toda a nossa vida? Difícil saber as perguntas que nos serão feitas no futuro. Mas depois do dia 05 de junho, os presbíteros terão que responder em suas ordenações e/ou investiduras, as seguintes perguntas que constam no manual litúrgico da IPB:

1- Vocês confessam crer que as Escrituras do Antigo e Novo Testamento são a Palavra de Deus e que essa Palavra é a única regra infalível de fé e prática?

2- Vocês recebem e adotam sinceramente as Confissões de Fé e os Catecismos desta Igreja  como fiel exposição do sistema doutrina ensinado nas Sagradas Escrituras.

3- Vocês sustentam e aprovam o governo e disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil?

4- Vocês aceitam  o ofício de presbítero regente desta igreja e prometem desempenhar fielmente todos os deveres desse cargo?

5- Prometem, ainda, procurar manter e promover a paz, a unidade, a edificação e a pureza da igreja?

    Neste dia, os membros comungantes da igreja, terão que responder as seguintes perguntas do mesmo manual litúrgico:

1- E vocês, membros desta igreja, reconhecem e recebem estes nossos irmãos como presbíteros regentes?

2-  Prometem tributar-lhes toda honra, animação e obediência, no Senhor, a que, segundo a Palavra de Deus e a Constituição desta Igreja, lhes dá direito o seu ofício?
      Membros e candidatos, orem, busquem ao Senhor com verdade e sem interesses pessoais.  O crescimento e as bênçãos vindouras de nossa igreja dependem da sinceridade e disposição de nos comprometermos de corpo e mente com estas respostas.

                                     PRONTOS PARA RESPONDER?????

Rev. Luiz Gustavo Castilho.




MATURIDADE PARA CRESCER




     Falar de crescimento, desenvolvimento ou progresso, em qualquer esfera da nossa vida, requer falar de maturidade. Há uma relação intrínseca entre maturidade e crescimento. Isso é natural e lógico. Se o corpo de uma criança cresce mas o seu raciocínio não acompanha o crescimento, temos então um grande problema, ainda que o corpo tenha se desenvolvido , tal desenvolvimento sem maturidade se transforma em um malefício. Na igreja e na família o processo é exatamente igual. Se o progresso que almejamos hoje, não for fruto de uma concepção madura, possivelmente ele não virá, ou se vier, será um algo descontrolado que durará pouco e poderá causar sérios prejuízos. Maturidade requer tempo, tempo requer paciência, paciência requer propósitos, propósitos requerem princípios e princípios vêm da Palavra de Deus. A Bíblia registra grandes feitos realizados por homens de Deus, todos estes amadureceram antes de crescer: Noé teve que construir por longos anos uma arca antes de vivenciar o dilúvio; Abraão teve que andar muito tempo antes de fazer uma aliança com Deus; José teve que sofrer muito antes de descobrir que Deus transforma o mal em bem; Moisés ficou quarenta anos no deserto antes de tirar seu povo do Egito; Davi teve que fugir e lutar antes de ser rei e os apóstolos tiveram que fazer um seminário intensivo de três anos com Jesus antes de vir o Pentecostes. Pois bem, maturidade é fruto de desejo, busca, esforço, paciência e no nosso caso, muita fé em Cristo. Precisamos de maturidade para compreender que nossos interesses pessoais nunca podem sobrepor o interesse comum da igreja e que nossas palavras e  ações não devem dividir o corpo. Precisamos de maturidade para perceber que a posição mais privilegiada dentro de uma igreja é a de SERVO. Precisamos de maturidade para    aprender que a vontade do servo é única e exclusivamente a vontade do Senhor. Precisamos de maturidade para aceitar que se o Senhor está no controle nós não devemos viver reclamando, murmurando e cruzando os braços por qualquer coisa. Precisamos de maturidade para enxergar que servos não se comportam dessa maneira. Precisamos de maturidade para fazermos, verdadeiramente, a oração mais ousada do mundo: “Pai, se for possível passa de mim esse cálice, mas contudo que seja feita a sua vontade”. Minha oração hoje é:          Senhor, nos conceda maturidade para crescer, em nome de Jesus! Faça essa oração também!
Rev. Luiz Gustavo Castilho.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Mãe Nutridora da Família da Aliança.

A Família da Aliança nasce no coração de Deus e é uma proposta maravilhosa para as nossas vidas. Neste contexto eu quero focar a Mãe Nutridora da Família da Aliança. Todos os elementos envolvidos na família têm as suas responsabilidades bem definidas. Dentre as responsabilidades dos pais, está a de serem os nutridores da família, ou seja, aqueles que vão fornecer os recursos físicos, emocionais e espirituais que caracterizam a Família da Aliança.
Deus, em sua sabedoria e amor, deu à mulher recursos e dons maravilhosos que fazem dela uma plena mãe nutridora. Embora seja mais acentuada ao pai a responsabilidade da provisão e do governo do lar, a mãe sabe como ninguém nutrir os sentimentos, os sonhos, as esperanças, não apenas dos filhos, mas de toda a família. A mãe nutridora fornece ao marido a palavra branda que desvia o furor, o apoio que somente nela pode ser encontrado. Aos filhos, ela nutre com o amor que não pode ser comparado ao de nenhum ser humano, com as primeiras palavras de afirmação que ecoaram para sempre em suas mentes e os tornaram homens e mulheres firmes e fortes. Ela nutre seus filhos com senso de segurança inigualável que procede de seus frágeis braços, braços que de onde procedem as maiores manifestações de amor, carinho, cuidado e disciplina.
Durante a gestação, nos primeiros meses e primeiros sustos, nos primeiros anos, nas primeiras lutas e decepções, durante o desenvolvimento e formação, e mesmo depois de casados e chefes de família, a Mãe Nutridora da Família da Aliança sempre nutre os seus filhos com as mais valiosas e afetuosas intercessões e orações diante do Senhor da Aliança!
Parabéns às mães de nossa igreja! Que o Senhor Deus da conceda a cada mãe neste dia a graça e a bênção de serem as Mães Nutridoras da Família da Aliança.

                                            Rev. Luiz Gustavo Castilho.

domingo, 17 de abril de 2011

A PROMESSA SOBRE O DIA DO SENHOR

ISAÍAS 58.13,14
 
INTRODUÇÃO:  A guarda do Dia do Senhor, é uma doutrina e uma prática cristã que parece estar gurdada nos alfarrábios e nos arquivos mortos de nossa religião. Quase não pregamos sobre isso, quase não discutimos esse assunto. Acredito que isso aconteça por um conformismo com as informações que temos, e por isso achemos desnecessário saber mais sobre isso, ou quem sabe discutir o óbvio. Quero citar duas possíveis informações, que talvez gere em nós esse conformismo:

1-) O fato de sabermos que o Dia do Senhor agora é domingo, por causa de Jesus.
2-) O fato de que eu guardo o dia do Senhor indo na igreja domingo.
O que mais nós sabemos sobre o dia do Senhor?

Ao lermos Isaias falando sobre o quarto mandamento, podemos entender que a guarda do sabado é muito mais complexa do que um simples ritual. Existem bênçãos que estão amarradas ao cumprimento do mandamento. Andrew Lincoln diz algo muito significativo quanto o SHABBATH: " O tema, envolve a reflexão a cerca da autoridade de Deus sobre o tempo e a vida do indivíduo". Ou seja, O quarto mandamento é um reflexo da autoridade de Deus em nossa vida. Ele torna visível se Deus é ou não, Senhor em nossas vidas.

Podemos ver o que alguns Símbolos de Fé falam sobre o assunto:

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER Cap.XXI

VII. Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus designou particularmente um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.
Exo. 20:8-11; Gen. 2:3; I Cor. 16:1-2; At. 20:7; Apoc.1:10; Mat. 5: 17-18.

O BREVE CATECISMO

Pergunta 58. Que exige o quarto mandamento?
R. O quarto mandamento exige que consagremos a Deus os tempos determinados em sua Palavra, particularmente um dia inteiro em cada sete, para ser um dia de santo descanso a Ele dedicado.
Ref. Lv 19.30; Dt 5.12.

O CATECISMO DE HEIDELBERG

Pergunta 103. 0 que Deus ordena no quarto mandamento ?
R. Primeiro: o ministério do Evangelho e as escolas cristãs devem ser mantidos , e eu devo reunir-me fielmente com o povo de Deus, especialmente no dia de descanso, para conhecer a palavra de Deus, para participar dos sacramentos, para invocar publicamente ao Senhor Deus e para praticar a caridade cristã para com os necessitados, Segundo: eu devo, todos os dias da minha vida, desistir das más obras, deixando o Senhor operar em mim, por seu Espírito. Assim começo nesta vida o descanso eterno.

À Luz desses artigos, podemos fazer a seguinte interpretação das Palavras que o Senhor falou através de Isaías:

A OBEDIÊNCIA AO MANDAMENTO v.13a
"Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia;"
  •       Cumprir o mandamento não é facultativo, mas é a vontade do Senhor.
  •       Existe uma promessa sendo atrelada a este mandamento, "SE".

O PRAZER E O TEMOR NO CUMPRIMENTO DO MANDAMENTO v.13b
"se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs,"
  •      O mero cumprimento não satisfaz às exigências do Senhor.
  •       Ele quer que tenhamos amor e prazer (se chamares ao sábado deleitoso).
  •       Ele quer que tenhamos consciência e temor (se chamares ao sábado  santo dia do Senhor, digno de honra)
  •        Ele quer que tenhamos submissão ( não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs," )

OS FRUTOS DO MANDAMENTO EM NOSSAS VIDAS v.14
1-)  então, te deleitarás no Senhor.
·         Desfrutar da satisfação, da plenitude de vida e da paz que só existem em Jesus.

2-) Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra
·         Passaremos por cima de todas as dificuldades, lutas e obstáculos em nossas vidas.

3-) e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse.
·         A herança de Jacó são todas as promessas feitas na Aliança  de Deus com Abraão. Mas pode ser traduzida como a misericórdia que não se aparta de nós, nos sustenta a cada dia, e nos conduzirá ao dia glorioso do Senhor.

APLICAÇÃO: É impossível experimentar um avivamento autêntico da parte de Deus em nossas vidas, em nossas igrejas, em nossas famílias se não aprendermos a deixar Deus ser Senhor da nossa vida e do nosso tempo. Que possamos de fato, compreender o valor do SHABBATH, que Deus o criou para o nosso bem, para a nossa alegria. O autor de Hebreus no capítulo 4 faz uma comparação do dia do Senhor com o Descanso Eterno. Deus nos deu um dia de Descanso na semana, para podermos nos preparar para o dia em que viveremos para sempre ao seu lado, no seu descanso. 

Hebreus 4.9-11:

9 Portanto, resta um repouso para o povo de Deus.
10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.
11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.

                                                  Rev. Luiz Gustavo Castilho

Aprendendo com os Símbolos de Fé Reformados


Catecismo de Heidelberg (1563)

Zacarias Ursino e Gaspar Oleviano

1.  Qual é o seu único consolo, na vida e na morte?

 

O meu único consolo é meu fiel Salvador Jesus Cristo.  A Ele pertenço, em corpo e alma, na vida e na morte, e não pertenço a mim mesmo. Com seu precioso sangue Ele pagou por todos os meus pecados e me libertou de todo o domínio do diabo. Agora Ele me protege de tal maneira  que, sem a vontade do meu Pai do céu, não perderei nem um fio de cabelo. Além disto, tudo coopera para o meu bem . Por isso, pelo Espírito Santo, Ele também me garante a vida eterna e me torna disposto a viver para Ele, daqui em diante, de todo o coração.

      O Catecismo de Heidelberg é considerado o Símbolo de Fé Reformado mais pastoral.  Sua primeira pergunta revela essa essência do cuidado e da ação pastoral de Deus em nossa vida. Somos seres, naturalmente carentes, naturalmente necessitados de consolo. Grande parte de nosso sofrimento, existe por causa de nossa vontade de sermos consolados por qualquer pessoa ou objeto que não seja Cristo. Ter Cristo como nosso consolo, significa buscá-lo, bem como o seu reino, em primeiro lugar em nossas vidas. Portanto, buscar Cristo em primeiro lugar em nossas vidas significa estarmos prontos para desfrutar da bênção mais completa para nossas vidas enquanto homens naturais: “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28).

                                                             Rev. Luiz Gustavo Castilho.


sábado, 16 de abril de 2011

O PERIGO DE SE FAZER PERGUNTAS

Uma coisa simples que fazemos todo tempo, todos os dias, pode na verdade, ser uma coisa muito perigosa. Fazer perguntas é um grande risco, pois algumas respostas podem nos comprometer e exigir de nós uma postura que talvez não estejamos preparados ou interessados em assumir. Perguntar para um irmão como ele está, ou se ele precisa de alguma coisa, sem que você tenha intenção de ajudá-lo, pode fazer de você um mero curioso ou na pior das hipóteses um cristão omisso ou hipócrita. Neemias foi um servo de Deus que nos ensina a coragem de se fazer perguntas sem medo de se comprometer com respostas.
No Livro que leva o seu nome, no cap. 1 v.2, vemos Neemias perguntando para Hanani, seu irmão, como estavam os judeus que escaparam ou não foram levados para o exílio, e a resposta foi seu povo estava em grande miséria e desprezo. Ele toma conhecimento que os muros de Jerusalém foram derribados e as portas queimadas. Esta resposta comprometia Neemias, pois se tratava de seu povo. Ele podia agradecer a resposta e voltar para sua casa, mas o texto nos ensina que um servo de Deus não pode ser omisso e negligente com a obra do
Senhor nem com seu povo. Neemias chora, se lamenta, jejua e ora perante o Deus dos céus (v.4), e se compromete com aquela resposta dada por Hanani. Sabemos da história de Neemias, de como ele se envolveu com o sofrimento do seu povo, de como ele intercedeu diante de Deus e diante do rei Artaxerxes, e de como ele reergueu os muros e a fé de Jerusalém. Fazer perguntas pode nos comprometer com as respostas que possivelmente ouviremos. Que o Espírito Santo de Deus faça de nós, homens, mulheres, jovens e crianças que não tenham medo de fazer perguntas, e nem tão pouco de nos comprometermos com as respostas. Que Deus levante em nosso meio uma igreja de fé operosa e abnegada em amor (1Ts 1.3). Que a graça maravilhosa de Cristo Jesus, nos sustente em toda a nossa vida, e que de fé em fé a nossa transformação prossiga até atingirmos a estatura de varões perfeitos, na vinda de nosso Senhor. Paz seja com a igreja!!!!

Rev. Luiz Gustavo Castilho.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A ANATOMIA DA TRAIÇÃO

 
              Encerramos a nossa série de estudos, onde procuramos conhecer um pouco melhor o perfil dos doze homens escolhidos por Cristo para serem apóstolos. Depois de aprendermos as lições de encorajamento, transformação e superação na vida de onze apóstolos,  aprendemos uma lição antagônica às demais, contudo, tão importante para nós quanto as outras. Judas Iscariotes é o exemplo colossal do que NÃO SE FAZER. Em termos práticos, saber o que não fazer pode ser mais útil do que saber o que fazer. Tão importante quanto saber o caminho que nos leva ao sucesso, é saber que caminho pode nos levar à ruína. Judas, o traidor, pavimentou em seu ministério o caminho da ruína, da vergonha, da traição e da morte. Ao examinar o comportamento deste homem, descobrimos a anatomia da traição. A traição do “filho da perdição” começa a ser arquitetada quando ele se aproxima de Jesus com as expectativas erradas. Judas esperava um Messias político, que resolveria as questões econômicas, sociais e religiosas de Israel. Ele não queria o que Jesus tinha para dar, daí sua desilusão com a igreja e com o próprio Cristo. Quantas pessoas se encontram desiludidas, tristes em nosso meio, por que na verdade, esperaram coisas erradas da igreja e de Jesus.
           Embora Judas fizesse parte do Grupo, ele sempre buscava os seus interesses pessoais. Um traidor não conhece a importância da Equipe, não sabe comungar idéias, ser flexível nem tão pouco submisso à liderança. Normalmente, os que mais reclamam, os que mais criticam, são os primeiros a abandonar o barco em todas as situações. A insatisfação permanente é precursora de uma traição iminente. As Escrituras, ainda nos afirmam, de maneira clara, um outro aspecto do traidor. Judas era “membro da igreja”, mas seus pés ainda estavam no mundo. Em Mt 26.14, podemos ver que Judas mesmo depois de quase três anos andando com Jesus, ainda tinha contato e intimidade suficiente com os sacerdotes e fariseus, a ponto de negociarem a traição. Judas em seu apostolado nos ensina que: crente que anda com o pé no mundo, uma hora vai trair Jesus. Possivelmente antes das trinta moedas, Judas devia ser o apóstolo do “isso não tem nada a ver”. Jovens e adultos que seguem o apostolado do “isso não tem nada a ver”, ou seja, eu posso estar na igreja e no mundo ao mesmo tempo, com certeza ou vão trair ou já estão traindo Jesus. Todos nós temos que passar pelas trinta moedas, todos vamos enfrentar a nossa tentação de trair Jesus. Há sempre um preço que vai tentar nos comprar, e satanás conhece o nosso preço muito bem. Mas a decisão de se vender ou não, É NOSSA! Judas, também nos ensina que as nossas trintas moedas não valem nada diante da tristeza de perder Jesus. Judas por fim, revela que o último ato de trair Jesus é o suicídio. Todo traidor é um suicida. Negar Jesus é Negar a vida. A traição só tem um remédio: Arrependimento e um retorno integral a Jesus. Que Deus te abençoe!!

Rev. Luiz Gustavo Castilho




sexta-feira, 4 de março de 2011

O PRIMEIRO CULTO PROTESTANTE NO BRASIL


            O Dia 10 de março é um dia significativo para a história do protestantismo no Brasil. Em 7 de março de 1557 um expedição francesa chegou à Bahia da Guanabara com o intuito de ajudar na colonização de uma ilha que já estava sob domínio francês e que foi naquele momento chamada de França Antártica e depois nomeada de ilha de Villegaignon, como é conhecida até os dias de hoje. Nesta expedição, encontrava-se um grupo de protestantes. Calvino e a liderança eclesiástica de Genebra escolheram dois pastores para acompanharem o grupo, Pierre Richier de 50 anos e Guillaume Chartier de 30 anos. Richier era doutor em teologia e ex-frade carmelita. Chartier, natural da Bretanha, também estudou em Genebra. Reunidos todos em uma pequena sala no centro da ilha, foi realizado um culto de ação de graças, o primeiro culto protestante ocorrido no Brasil e no Novo Mundo. O ministro Richier orou invocando a Deus. Em seguida foi cantado em uníssono, segundo o costume de Genebra, o Salmo 5: “Dá ouvidos, Senhor, às minhas palavras” (“Aux paroles que je veux dire, plaise-toi l’aureille prester”). Esse hino constava do Saltério Huguenote, com metrificação de Clemente Marot e melodia de Luís Bourgeois, e até hoje se mantém nos hinários franceses.  A versão mais conhecida em português (“À minha voz, ó Deus, atende” encontrada no Hinário Novo Cântico nº 122 com o título: NECESSITADO) tem música de Claude Goudimel (†1572) e metrificação do Rev. Manoel da Silveira Porto Filho.  Em seguida, o pastor Richier pregou um sermão com base no Salmo 27:4: “Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo”.Esse culto precursor, foi um prenúncio da missão que Simonton realizaria 300 anos depois.  Louvado seja o nome do Senhor!!!

Rev. Luiz Gustavo Castilho.



terça-feira, 1 de março de 2011

A Celebração da Esperança por Nova Friburgo

25 de fevereiro de 2011, Culto da Esperança. Realizado na Igreja Presbiteriana Central de Nova Friburgo.


Templo da Igreja Presbiteriana Central de Nova Friburgo

Entrega de Bíblias a autoridades e representantes dos cidadãos

Palavra do Prefeito Dermeval Neto

Preletor da noite - Rev. Jaílton

Bênção final dos pastores
        
              Este, é um dia que não podemos esquecer! Um dia que queremos marcar em nossas vidas como um momento especial, em que passada uma tragédia sem precedentes, olhamos para um presente temível, incerto e cheio de dor, mas vislumbramos um futuro cheio de esperança e paz! Em um momento de grande dor e confusão, muitos declararam luto por Nova Friburgo, mas hoje queremos protestar a plenos pulmões dizendo: NÃO!!! Não estamos de luto por nossa cidade, pois Nova Friburgo está viva! “Friburguenses, cantemos o dia que surgindo glorioso hoje vem, nesta plaga onde o amor e a poesia são como flores nativas também...”  O dia que vem hoje, é o da Celebração da Esperança! Esperança que vem da Palavra de Deus. Esperança que emana da certeza de que acima de toda dor e sofrimento, existe um Deus que tem o controle de todas as coisas e que por mais que nesta hora não consigamos enxergar, ele está agindo com todos os recursos do céu a nosso favor.
Celebramos hoje a Esperança que em nome do Senhor Jesus, subjugará toda a tristeza que sentimos por cada friburguense que perdeu a sua vida, por cada pai, cada mãe, cada filho, cada esposo e cada esposa que choram  a perda de seus amados. Celebramos hoje a Esperança que nos fará saber um dia, que nenhuma morte foi em vão, que cada vítima do dia 12 de janeiro de 2011, contribuiu para a construção da consciência de uma NOVA Friburgo.
Celebramos hoje a Esperança que reconstruiremos uma cidade melhor, não apenas com alicerces financeiros e políticos. Vivenciamos dias em nossa cidade em que dinheiro e influencia não serviram para absolutamente nada, todos sofreram e choraram, e o que fez a grande diferença foi a solidariedade e o amor. Assim, celebramos hoje a Esperança que reconstruiremos nossa cidade  alicerçada em solidariedade e amor.
Oh friburguenses, o dia glorioso hoje vem,  vem para nos fazer saber que a maior fonte de solidariedade e amor é o Senhor nosso Deus. Vem para nos fazer saber que com Cristo nós reconstruiremos uma Nova Friburgo!!!!

                                                                          Rev. Luiz Gustavo Castilho

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O HOMEM PRESBITERIANO

      No segundo domingo de fevereiro comemoramos o dia do homem presbiteriano. Quem é o homem presbiteriano? Como defini-lo?  Ele não é simplesmente aquele que é membro de uma igreja presbiteriana. Ser um homem presbiteriano não é simplesmente conhecer os Símbolos de Fé da nossa denominação (A Confissão de Fé de Westminster e os seus Catecismos), não é somente fazer parte da União Presbiteriana de Homens e saber cantar de cor o Hinário Novo Cântico. Todas essas referências são importantes e devem ser observadas, contudo, elas não são prioridade na vida do homem presbiteriano. O Presbiterianismo tem como marca indelével, o compromisso com a Palavra de Deus e principalmente, compromisso com o Deus da Palavra. Ser presbiteriano, portanto, consiste em ser genuinamente cristão. Um cristão verdadeiro não precisa ser necessariamente presbiteriano, mas o homem presbiteriano precisa, imperativamente, ser um autêntico cristão. Compromisso com o Reino de Deus (sem limites denominacionais), compromisso com a igreja (sustento físico e espiritual), com a liderança, envolvimento, compaixão, ardor, são frutos de alguém que tem compromisso com Deus e com sua Palavra. É exatamente isso que se espera do homem presbiteriano, é com esse caráter que fomos uma igreja forte no passado, nos esforçaremos para ser uma igreja forte no presente e no futuro. Assim, que Deus nos ajude! Parabéns homens presbiterianos!!! Parabéns Igreja Presbiteriana, pois em teu seio se encontram verdadeiros homens de Deus!!!!!

Rev. Luiz Gustavo Castilho.

domingo, 23 de janeiro de 2011

FAZENDO O NOSSO PAPEL!!!!

                                       LOTEAMENTO SANTA BERNADETE

                                      

  SOMOS UMA IGREJA AMIGA, MISSIONÁRIA E ACOLHEDORA SIM!!!!!!!

              PARCERIA COM A COMUNIDADE EVANGÉLICA DA ZONA SUL

                               NO ALTO DO JARDIM CALIFÓRNIA

                             LEVANDO O PÃO NATURAL E O ESPIRITUAL

           LEVANDO DONATIVOS PARA A IPB DE CONSELHEIRO PAULINO


                                                  PORTAS ABERTAS

ENXERGANDO DEUS NAS CATÁSTROFES

Na madrugada do dia 12 de janeiro de 2011, as comportas do céu se abriram sobre Nova Friburgo e algumas cidades da região serrana fluminense. Uma tragédia sem precedentes assolou nossa cidade, deixando um rastro inesquecível de mortes e destruição. Como devemos enxergar essa catástrofe à luz de uma concepção genuinamente cristã? Como encontrar conforto e consolo em Deus, uma vez que a Bíblia nos dá conta de que nada acontece nesse mundo sem a permissão do SENHOR? Como explicar que se Deus criou a natureza, um dia ela pode se manifestar de maneira tão destrutiva contra todo o resto da criação? Certamente essas perguntas devem estar povoando a mente de muitas pessoas. A chave para responder a todas essas questões encontra-se em Gênesis 3.6: “O dia em que o pecado entrou na raça humana e por conseqüência em toda a criação.” O pecado original não trouxe conseqüências somente ao homem e sua descendência, mas a toda a criação que ele subjugava, Paulo deixa isso muito claro em Romanos 8.18-21. Assim, podemos entender que algumas ações destrutivas da natureza são conseqüência do pecado. Ela não foi criada para destruir o homem, bem como ele não foi criado para matar ao seu próximo, no entanto a harmonia da criação foi quebrada no Éden e o resultado pode ser visto nas catástrofes naturais que são inexplicáveis e na violência humana, que destrói e mata mais do que qualquer tragédia natural. Não nos cabe explicar com exatidão porque Deus permite esses eventos, “Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? (Rm 11.34). Como servos precisamos nos submeter à vontade de Deus, “Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?” (Rm 9.20). Embora não saibamos ao certo a razão dessa tragédia que se abateu sobre nós, isso não significa que como igreja e como indivíduos não possamos aprender algumas lições. A primeira delas é que, como pecadores que subjugamos em pecado a natureza, nós precisamos de um Salvador e de um Redentor. Só existe um, e seu nome é JESUS CRISTO! Em Segundo lugar, se compreendemos que o que aconteceu em nossa cidade é consequência do pecado, e nesse caso podemos dizer que o pecado abundou, lembremo-nos de Paulo que disse: “mas onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). Superabundou a graça do SENHOR nessa cidade porque o número de pessoas que tiveram suas vidas preservadas é abundantemente maior do que aquelas que tiveram suas vidas ceifadas. Em terceiro lugar, precisamos ver neste acontecimento uma OPORTUNIDADE para Nova Friburgo se render aos pés de Jesus. Todas as vezes que Israel era destruído e não tinha outra opção senão olhar para o seu Deus, ele olhava e o SENHOR restaurava seu povo sempre mais forte do que antes. Com Cristo reconstruiremos nossa cidade!!! Por fim, nessa hora devemos descansar nossa fé em uma promessa difícil, mas que certamente transformará nosso choro em júbilo: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28). Ainda veremos o melhor de Deus sobre o nosso povo. Que o SENHOR abençoe nossa cidade!!!

Rev. Luiz Gustavo Castilho



terça-feira, 28 de dezembro de 2010

OS LÍDERES MUDAM MAS O REI CONTINUA O MESMO

           Quando Israel pressionou Samuel pedindo que um rei pudesse governar o povo e guerrear suas batalhas ele se entristeceu profundamente. Depois da morte de Davi, por muitos anos, o povo sofreu esperando que um monarca com o caráter do rei messiânico pudesse assumir o governo e suprir todas as necessidades da nação.
            As Escrituras Sagradas registram para o nosso conhecimento que, em momentos em que os homens passaram por catástrofes naturais como um dilúvio, quando o povo vive momentos de escravidão como no Egito e na Babilônia. Quando temíveis exércitos inimigos se aproximam de nossas fronteiras para nos afrontar como os filisteus de Golias e os assírios de Senaqueribe, quando em meio à corrupção e maldade os governantes massacram e oprimem os pobres e os fracos. Em todos esses momentos o governo humano foi ineficaz. Homens tem os seus limites e são incapazes de resolver todos os problemas, e diante dos maiores são como uma folha ao vento.
            Contudo, meus irmãos, nós ainda estamos ai. Ainda existem os fracos, mas ainda existe esperança, ainda existe uma busca, porque ainda existe uma promessa. Desde a época dos faraós procura-se acabar com o Povo de Deus. Reis babilônios tentaram, também os assírios, os persas, os gregos, os imperadores romanos, os maiores e piores da história. Mas nós ainda estamos ai.
            Depois de matar 450 profetas de Baal, Elias teve medo e entrou em depressão dentro de uma caverna, porque foi ameaçado por uma mulher, Jezabel. Parece que a história se repete. Vejo o povo de Deus se assustando e temendo a um governo humano que parece rosnar contra a fé bíblica, mas é somente mais um governo...
            A bíblia conta todas essas história, simplesmente para sabermos que a História está nas mãos daquele que vem regendo e dirigindo o mundo desde sua criação. A mesma mão que criou , sustenta a criação. Devemos aprender uma vez por todas, que os líderes mudam mas o rei continua o mesmo. Cristo está e sempre estará no controle. ELE É O REI!!!!!!


Rev. Luiz Gustavo Castilho.
           

terça-feira, 28 de setembro de 2010

CORAGEM, POIS, IRMÃOS!!!!!!

Este texto é a transcrição do discurso de Jean Du Bourdel encorajando seus amigos Pierre Bourdon, Matthieu Verneil, e André Lafon, a se posicionarem junto a ele, a favor do Evangelho de Cristo e da fé reformada.  No dia 09 de fevereiro de 1558, com exceção de Lafon, estes homens de Deus, foram  violentamente executados  na Baía da Guanabara por confessarem sua fé.


“Meus irmãos, vejo que Satanás se esforça por todos os meios para nos impedir de, resolutamente, defender hoje a causa de Cristo Jesus Senhor nosso, e que alguns de nós revelam uma timidez fora do razoável, equivalente mesmo a uma dúvida acerca do nosso socorro e favor do nosso bom Deus, em cujas mãos, sabemos, estão nossas vidas, que ninguém poderá tirar sem as determinações dos seus sábios conselhos. Ora, eu vos peço que comigo considereis o modo e o motivo por que viemos e este país: Quem nos moveu à travessia do oceano numa extensão de duas mil léguas? Quem nos preservou de tantos perigos? Acaso não foi aquele que tudo governa, que dirige todas as coisas por sua bondade infinita, que ampara os seus por meios admiráveis? É certo que contra nós militam três inimigos poderosos: O Mundo, o diabo e a carne, e que por nós mesmos não lhe podemos resistir. Mas, se acorrermos ao Senhor Jesus, que os venceu por nós, ele nos assistirá consoante a sua promessa, que sempre cumpre, por isso que é fiel e Todo-Poderoso. Apeguemo-nos a ele, e nele inteiramente repousemos. Coragem, pois, meus irmãos! Que os enganos, que as crueldades, que as riquezas desse mundo não nos embaracem de irmos a Cristo.”

extraído:  CRESPIN, Jean. A tragédia da Guanabara  p.61

domingo, 5 de setembro de 2010

ACIMA DE TUDO, DEPENDENTES!!!!!!!!



    Em 7 de setembro de 1822, o Brasil se tornava, oficialmente, independente de Portugal. De fato, a independência proclamada pelo Príncipe Regente Dom Pedro I, foi um marco histórico que trouxe muitas mudanças para o nosso país. Uma definição que podemos encontrar de independência é: “Liberdade ou autonomia para decidir ou agir.” Essa característica é essencialmente humana, somos naturalmente aspirantes por independência. Contudo, essa aspiração por “liberdade”, nem sempre nos conduz verdadeiramente a ela.
    A busca insana por liberdade, muitas vezes tem nos levado a cativeiros inimagináveis. Algumas atitudes que tomamos em nossas vidas, algumas escolhas que fazemos, alguns procedimentos que adotamos, ainda que não nos demos conta disso, são na verdade “Gritos de independência”. Ao proclamarmos estes gritos, estamos dizendo que não mais queremos estar debaixo da autoridade e do domínio do SENHOR Deus. Sem perceber, acabamos nos tornando dependentes dos sedutores, modernos, animados e mortais cativeiros de Satanás.
   Quantos dos nossos filhos não conseguem perceber que independência de Deus e morte são a mesma coisa? Quantos de nós não estamos nos afastando da presença de Cristo, por não compreender nossa dependência dele? Até quando não teremos coragem de assumir nossa total dependência do SENHOR? Devemos, definitivamente, deixá-lo ser Deus em nossas vidas, governando nossas mentes, nossos planos, nossos hábitos e nossos relacionamentos.
    Muitas vezes achamos ou “queremos achar”, que Deus não vai agir em determinadas áreas de nossas vidas, então resolvemos fazer do nosso jeito, da forma que achamos certo, ou pelo menos da forma que gostaríamos que acontecesse. Esse é um sinal de que o nosso grito de independência está ecoando e as portas dos cativeiros já estão abertas, esperando por nós. Não tenha dúvidas de que teremos todas as dificuldades do mundo, e que as lutas não serão fáceis. Mas sobre nós há uma promessa: “somos mais que vencedores” se nós formos ACIMA DE TUDO, DEPENDENTES!!!!!

Rev. Luiz Gustavo Castilho.