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terça-feira, 5 de julho de 2011

BARNABÉ, UM HOMEM CHEIO DO ESPÍRITO SANTO E FÉ

   At 11:19-26

    
   Quem é um homem cheio do Espírito Santo? Segundo o texto de Atos dos Apóstolos 11.24, Barnabé foi um homem cheio do Espírito Santo e de fé. Poucas palavras são necessárias para nos dar conta disso. Embora o Cristianismo possua os seus doutores, e na história muitos se destacaram como Tomás de Aquino, Agostinho, Lutero, Calvino, John Knox, Richard Baxter e tantos outros que se fossem citados não caberiam aqui. Contudo, o que fez e o que faz o Cristianismo marchar avante, frente às milícias do inferno, crescendo e expandindo o Reino de Deus neste mundo, definitivamente não foi a ação dos doutores e teólogos na religião. O progresso do Evangelho nunca dependeu e nunca dependerá daquilo que está na mente dos intelectuais, ou no bolso dos afortunados, mas do que está no coração e na vida de homens cheios do Espírito Santo. O texto de Atos nos desafia a sermos como Barnabé, um homem cujo nome significa “Aquele que dá coragem”, e eu desejo sinceramente que seu exemplo seja um referencial para as nossas vidas, para a nossa igreja.
Este pequeno texto nos dá conta que três atitudes de Barnabé revelam o caráter de um homem cheio do Espírito Santo. 

1- SE ALEGRA COM A GRAÇA DE DEUS: Barnabé foi enviado pela igreja de Jerusalém para fazer um relatório da nova igreja que surgia (v.22), a primeira fora dos limites de Israel. Com certeza uma igreja de liturgia e costumes diferentes, mas Barnabé se alegrou porque ele reconheceu algo comum à fé cristã: A graça de Deus. Um homem cheio do Espírito pode ter muitos problemas e diferenças com a igreja, mas ele se alegra com a Graça de Deus.

2- MOTIVA PESSOAS A PERMANECEREM NO SENHOR: Um homem cheio do Espírito Santo, não fica fazendo intrigas e comentários que só trazem polêmicas e divisão, mas motiva com seu testemunho os crente a permanecerem no Senhor, com firmeza de coração (v.23).

3- LEVA NOVAS PESSOAS AO SENHOR: A conduta de um homem cheio do Espírito Santo e de fé, naturalmente, fará muita gente se unir ao Senhor (v.24). Que o Senhor abençoe nossas vidas nos permitindo ser homens, mulheres, jovens, crianças, enfim, uma igreja cheia do Espírito Santo de Deus.

                                                                Rev. Luiz Gustavo Castilho.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O LIVRE-ARBÍTRIO


                                                             Jo 3.1-7

O diálogo de Jesus com Nicodemos  além de possuir um dos principais argumentos evangelísticos do cristianismo (o novo nascimento), possui também um dos mais eficazes discursos apologéticos contra um dos temas mais controversos da teologia cristã:  O Livre-Arbítrio.

Martinho Lutero em sua obra “A Escravidão da Vontade”, entre outros, faz uso deste texto para declarar que o Livre-Arbítrio é uma heresia grosseira, que fere substancialmente os Ensinamentos das Sagradas Escrituras.  

O Livre-Arbítrio é uma matéria polemica discutida entre cristãos a muitos séculos. Embora esse pensamento tenha sido rechaçado na época de Lutero, ele ressuscitou no fim da idade média e encontrou espaço em vários segmentos seja religiosos ou filosóficos, e tomou as mais diversas formas que se encontram espalhadas no presente tempo.

Contudo, antes decompreender o Livre-Arbítrio dentro do pensamento reformado, precisamos compreender o que se quis dizer no passado com esse termo, para então se poder compreender o nosso posicionamento contra essa doutrina.

ORIGEM DO TERMO
A idéia de um Livre-Arbítrio, discutida em muitas épocas, por vários pensadores, entra  significativamente no debate Teológico, através de um monge agostiniano chamado Desidério Erasmo, que nasceu por volta de 1468 em Rotterdam na Holanda, daí ficando universalmente conhecido como Erasmo de Rotterdam.   

EM QUE ERASMO ACREDITAVA?
Influenciado pelo pensamento do arque rival de Agostinho, um teólogo excomungado da igreja chamado Pelágio, Erasmo, que era um humanista, acreditava que os homens podem conquistar a salvação, ao invés de dependerem exclusivamente de Jesus Cristo.  E a essa vontade própria do homem de escolher ou não a Cristo e o poder de obter ou não a salvação, ele chamou de:  Livre-Arbítrio. 

O PROBLEMA DO PENSAMENTO DE ERASMO
O pensamento de Erasmo de Rotterdam no século XVI, foi como uma granada atirada na história. Fragmentos de seu pensamento foram parar em diversos segmentos religiosos filosóficos, cada um sendo interpretados de uma maneira peculiar de cada movimento.

LUTERO X ERASMO
A resposta de Lutero ao pensamento de Erasmo foi fulminante no século XVI. Lutero refutou com maestria bíblica todas a rasas suposições do Livre-Arbítrio de seu oponente. Contudo, o cenário humanista que se seguiu da Idade Média pra frente, concebia muito mais naturalmente uma doutrina em que o homem tem o controle e não Deus. Assim, o Livre-Arbítrio é tirado do pó e da lama onde Deus o arremessou, e é colocado em um lugar de honra, se tornando um dos alicerces do pensamento humanista.                                                                                         

             "O HUMANISMO FOI CONSTRUIDO SOBRE UMA
       MENTIRA CONDENADA POR DEUS"
 

UM ERRO COMUM NA CONCEPÇÃO DE LIVRE-ÁRBITRIO
Muitas pessoas chamam de Livre-Arbítrio, a liberdade que o homem tem de ir e vir, de fazer ou desfazer, de errar ou de acertar, de pensar e dizer o que se pensou. Isso não é o que Erasmo ensinou no passado, mas podemos chamar essa liberdade humana de LIVRE-AGÊNCIA.

O POSICIONAMENTO DOS REFORMADOS QUANTO 
AO LIVRE-ARBÍTRIO NO DECURSO DA HISTÓRIA

CALVINO ENTENDE O LIVRE-ARBÍTRIO DE ADÃO
Então (Deus) proveu que se acrescentasse (ao homem) a escolha, que dirigisse os apetites e regulasse a todos os movimentos orgânicos, e assim a vontade fosse inteiramente consentânea à ação moderadora da razão. Nesta integridade, o homem usufruía de livre-arbítrio, mercê do qual, caso quisesse, poderia alcançar a vida eterna.
(Institutas I.XV.8)

MAS REPROVA ESSA CONDIÇÃO DO HOMEM PÓS-QUEDA
Mas os que professam ser cristãos, e ainda buscam o livre-arbítrio no homem perdido e imerso em morte espiritual, corrigindo a doutrina da Palavra de Deus com os ensinos dos filósofos, estes se desviam totalmente do caminho e não estão nem no céu nem na terra.
(Institutas I.XV.8)

A CONFISSÃO BELGA (1561)
... Por isso, rejeitamos todo o ensino repugnante sobre o livre-arbítrio do homem, porque o homem somente é escravo do pecado e "não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dado, Cristo diz: "Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer" (João 6:44)...

CATECISMO DE HEIDELBERG (1563)
Pergunta 8: Somos então tão corrompidos que somos totalmente incapazes de fazer qualquer bem e inclinados a todo mal?
Resposta: De fato, somos, a não ser que nasçamos de novo pelo espírito de Deus.

SEGUNDA CONFISSÃO HELVÉTICA (1566)
Ora, sabe-se que a mente ou entendimento é a luz da vontade, e quando o guia é cego, é óbvio até onde a vontade poderá chegar. Por isso, o homem ainda não regenerado não tem livre arbítrio para o bem e nenhum poder para realizar o que é bom. O Senhor diz no Evangelho: “Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado é escravo do pecado” (João 8.34). E o apóstolo São Paulo diz: “Por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Rom 8.7).
(Cap.IX.4)

CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER (1647) 
O homem, em seu estado de inocência, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder.
(CFW IX.2)

O homem, caindo em um estado de pecado, perdeu totalmente todo o poder de vontade quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação, de sorte que um homem natural, inteiramente adverso a esse bem e morto no pecado, é incapaz de, pelo seu próprio poder, converter-se ou mesmo preparar-se para isso.
(CFW IX.3)

É no estado de glória que a vontade do homem se torna perfeita e imutavelmente livre para o bem só.
 (CFW IX.5)

CONCLUSÃO

Talvez todo esse trabalho não fosse necessário, se a nossa mente fosse incondicionalmente submissa à Palavra de Deus, e se pudéssemos ver nas Escrituras a clareza que Lutero viu quando Nicodemos afirma:

NINGUÉM PODE FAZER ESTES SINAIS QUE TU FAZES, SE DEUS NÃO ESTIVER COM ELE” 
                                                                                                                Jo 3.4

                                      Rev. Luiz Gustavo Castilho. 


sexta-feira, 17 de junho de 2011

O CONSTANTE E AS VARIÁVEIS


“Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel”
( At 9.15 )

A história de Deus e seu povo possui uma constante e inúmeras variáveis. Não é difícil identificar o “constante” que se manifesta desde a Criação e atravessa os Testamentos chegando às nossas igrejas. Deus é a presença constante nessa odisséia, sua trina manifestação marca toda a História com amor, misericórdia, perdão e graça, que são distribuidos segundo a sua Soberania. Por falar em soberania, Deus, o “constante” o imutável, o eterno, na execução de sua vontade, na progressão da História Redentora, sempre fez uso de inúmeras variáveis. Homens simples, falíveis, limitados em suas visões e ações, são essas as variáveis usadas pelo Criador. Presentes em toda História, suas contribuições temporais, totalmente dependentes e intimamente ligadas ao Senhor, revelam que a participação do homem é um caprichoso detalhe de Deus, que embora governe com um propósito constante, atemporal e bem definido (a redenção do homem para a glória de seu nome) se vale destas “variáveis” para serem canais de sua vontade. O Senhor usou Noé, Abraão, Moisés, Davi e tantos outros, variações do mesmo tom divino. Hoje, o nosso Deus, constante, continua escolhendo suas variáveis! Nesses dias os instrumentos escolhidos para levarem seu nome foram (presbíteros) Alexandre, João Elias, Cesar Pedro, Jocyr, (diáconos) Átilla, Valcir, Ricardo, Davi, René e Jorge. A jornada rumo ao Dia do Senhor não pode parar, talvez amanhã o nosso Deus constante escolha outros instrumentos, e assim nós vamos construindo e fazendo parte da mais bela e importante História do mundo! Parabéns aos oficiais eleitos e reeleitos!!!!!

Rev. Luiz Gustavo Castilho

sexta-feira, 27 de maio de 2011

PRONTOS PARA RESPONDER?????

 
No dia 05 de junho teremos eleição para presbíteros em nossa igreja, e no dia 12 de  junho para diáconos. Os candidatos eleitos e a igreja terão que responder algumas perguntas. Considerando Mateus 5:37  “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” Será que estamos prontos para responder  importantes perguntas, seja nesse dia, seja em toda a nossa vida? Difícil saber as perguntas que nos serão feitas no futuro. Mas depois do dia 05 de junho, os presbíteros terão que responder em suas ordenações e/ou investiduras, as seguintes perguntas que constam no manual litúrgico da IPB:

1- Vocês confessam crer que as Escrituras do Antigo e Novo Testamento são a Palavra de Deus e que essa Palavra é a única regra infalível de fé e prática?

2- Vocês recebem e adotam sinceramente as Confissões de Fé e os Catecismos desta Igreja  como fiel exposição do sistema doutrina ensinado nas Sagradas Escrituras.

3- Vocês sustentam e aprovam o governo e disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil?

4- Vocês aceitam  o ofício de presbítero regente desta igreja e prometem desempenhar fielmente todos os deveres desse cargo?

5- Prometem, ainda, procurar manter e promover a paz, a unidade, a edificação e a pureza da igreja?

    Neste dia, os membros comungantes da igreja, terão que responder as seguintes perguntas do mesmo manual litúrgico:

1- E vocês, membros desta igreja, reconhecem e recebem estes nossos irmãos como presbíteros regentes?

2-  Prometem tributar-lhes toda honra, animação e obediência, no Senhor, a que, segundo a Palavra de Deus e a Constituição desta Igreja, lhes dá direito o seu ofício?
      Membros e candidatos, orem, busquem ao Senhor com verdade e sem interesses pessoais.  O crescimento e as bênçãos vindouras de nossa igreja dependem da sinceridade e disposição de nos comprometermos de corpo e mente com estas respostas.

                                     PRONTOS PARA RESPONDER?????

Rev. Luiz Gustavo Castilho.




MATURIDADE PARA CRESCER




     Falar de crescimento, desenvolvimento ou progresso, em qualquer esfera da nossa vida, requer falar de maturidade. Há uma relação intrínseca entre maturidade e crescimento. Isso é natural e lógico. Se o corpo de uma criança cresce mas o seu raciocínio não acompanha o crescimento, temos então um grande problema, ainda que o corpo tenha se desenvolvido , tal desenvolvimento sem maturidade se transforma em um malefício. Na igreja e na família o processo é exatamente igual. Se o progresso que almejamos hoje, não for fruto de uma concepção madura, possivelmente ele não virá, ou se vier, será um algo descontrolado que durará pouco e poderá causar sérios prejuízos. Maturidade requer tempo, tempo requer paciência, paciência requer propósitos, propósitos requerem princípios e princípios vêm da Palavra de Deus. A Bíblia registra grandes feitos realizados por homens de Deus, todos estes amadureceram antes de crescer: Noé teve que construir por longos anos uma arca antes de vivenciar o dilúvio; Abraão teve que andar muito tempo antes de fazer uma aliança com Deus; José teve que sofrer muito antes de descobrir que Deus transforma o mal em bem; Moisés ficou quarenta anos no deserto antes de tirar seu povo do Egito; Davi teve que fugir e lutar antes de ser rei e os apóstolos tiveram que fazer um seminário intensivo de três anos com Jesus antes de vir o Pentecostes. Pois bem, maturidade é fruto de desejo, busca, esforço, paciência e no nosso caso, muita fé em Cristo. Precisamos de maturidade para compreender que nossos interesses pessoais nunca podem sobrepor o interesse comum da igreja e que nossas palavras e  ações não devem dividir o corpo. Precisamos de maturidade para perceber que a posição mais privilegiada dentro de uma igreja é a de SERVO. Precisamos de maturidade para    aprender que a vontade do servo é única e exclusivamente a vontade do Senhor. Precisamos de maturidade para aceitar que se o Senhor está no controle nós não devemos viver reclamando, murmurando e cruzando os braços por qualquer coisa. Precisamos de maturidade para enxergar que servos não se comportam dessa maneira. Precisamos de maturidade para fazermos, verdadeiramente, a oração mais ousada do mundo: “Pai, se for possível passa de mim esse cálice, mas contudo que seja feita a sua vontade”. Minha oração hoje é:          Senhor, nos conceda maturidade para crescer, em nome de Jesus! Faça essa oração também!
Rev. Luiz Gustavo Castilho.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Mãe Nutridora da Família da Aliança.

A Família da Aliança nasce no coração de Deus e é uma proposta maravilhosa para as nossas vidas. Neste contexto eu quero focar a Mãe Nutridora da Família da Aliança. Todos os elementos envolvidos na família têm as suas responsabilidades bem definidas. Dentre as responsabilidades dos pais, está a de serem os nutridores da família, ou seja, aqueles que vão fornecer os recursos físicos, emocionais e espirituais que caracterizam a Família da Aliança.
Deus, em sua sabedoria e amor, deu à mulher recursos e dons maravilhosos que fazem dela uma plena mãe nutridora. Embora seja mais acentuada ao pai a responsabilidade da provisão e do governo do lar, a mãe sabe como ninguém nutrir os sentimentos, os sonhos, as esperanças, não apenas dos filhos, mas de toda a família. A mãe nutridora fornece ao marido a palavra branda que desvia o furor, o apoio que somente nela pode ser encontrado. Aos filhos, ela nutre com o amor que não pode ser comparado ao de nenhum ser humano, com as primeiras palavras de afirmação que ecoaram para sempre em suas mentes e os tornaram homens e mulheres firmes e fortes. Ela nutre seus filhos com senso de segurança inigualável que procede de seus frágeis braços, braços que de onde procedem as maiores manifestações de amor, carinho, cuidado e disciplina.
Durante a gestação, nos primeiros meses e primeiros sustos, nos primeiros anos, nas primeiras lutas e decepções, durante o desenvolvimento e formação, e mesmo depois de casados e chefes de família, a Mãe Nutridora da Família da Aliança sempre nutre os seus filhos com as mais valiosas e afetuosas intercessões e orações diante do Senhor da Aliança!
Parabéns às mães de nossa igreja! Que o Senhor Deus da conceda a cada mãe neste dia a graça e a bênção de serem as Mães Nutridoras da Família da Aliança.

                                            Rev. Luiz Gustavo Castilho.

domingo, 17 de abril de 2011

A PROMESSA SOBRE O DIA DO SENHOR

ISAÍAS 58.13,14
 
INTRODUÇÃO:  A guarda do Dia do Senhor, é uma doutrina e uma prática cristã que parece estar gurdada nos alfarrábios e nos arquivos mortos de nossa religião. Quase não pregamos sobre isso, quase não discutimos esse assunto. Acredito que isso aconteça por um conformismo com as informações que temos, e por isso achemos desnecessário saber mais sobre isso, ou quem sabe discutir o óbvio. Quero citar duas possíveis informações, que talvez gere em nós esse conformismo:

1-) O fato de sabermos que o Dia do Senhor agora é domingo, por causa de Jesus.
2-) O fato de que eu guardo o dia do Senhor indo na igreja domingo.
O que mais nós sabemos sobre o dia do Senhor?

Ao lermos Isaias falando sobre o quarto mandamento, podemos entender que a guarda do sabado é muito mais complexa do que um simples ritual. Existem bênçãos que estão amarradas ao cumprimento do mandamento. Andrew Lincoln diz algo muito significativo quanto o SHABBATH: " O tema, envolve a reflexão a cerca da autoridade de Deus sobre o tempo e a vida do indivíduo". Ou seja, O quarto mandamento é um reflexo da autoridade de Deus em nossa vida. Ele torna visível se Deus é ou não, Senhor em nossas vidas.

Podemos ver o que alguns Símbolos de Fé falam sobre o assunto:

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER Cap.XXI

VII. Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus designou particularmente um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.
Exo. 20:8-11; Gen. 2:3; I Cor. 16:1-2; At. 20:7; Apoc.1:10; Mat. 5: 17-18.

O BREVE CATECISMO

Pergunta 58. Que exige o quarto mandamento?
R. O quarto mandamento exige que consagremos a Deus os tempos determinados em sua Palavra, particularmente um dia inteiro em cada sete, para ser um dia de santo descanso a Ele dedicado.
Ref. Lv 19.30; Dt 5.12.

O CATECISMO DE HEIDELBERG

Pergunta 103. 0 que Deus ordena no quarto mandamento ?
R. Primeiro: o ministério do Evangelho e as escolas cristãs devem ser mantidos , e eu devo reunir-me fielmente com o povo de Deus, especialmente no dia de descanso, para conhecer a palavra de Deus, para participar dos sacramentos, para invocar publicamente ao Senhor Deus e para praticar a caridade cristã para com os necessitados, Segundo: eu devo, todos os dias da minha vida, desistir das más obras, deixando o Senhor operar em mim, por seu Espírito. Assim começo nesta vida o descanso eterno.

À Luz desses artigos, podemos fazer a seguinte interpretação das Palavras que o Senhor falou através de Isaías:

A OBEDIÊNCIA AO MANDAMENTO v.13a
"Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia;"
  •       Cumprir o mandamento não é facultativo, mas é a vontade do Senhor.
  •       Existe uma promessa sendo atrelada a este mandamento, "SE".

O PRAZER E O TEMOR NO CUMPRIMENTO DO MANDAMENTO v.13b
"se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs,"
  •      O mero cumprimento não satisfaz às exigências do Senhor.
  •       Ele quer que tenhamos amor e prazer (se chamares ao sábado deleitoso).
  •       Ele quer que tenhamos consciência e temor (se chamares ao sábado  santo dia do Senhor, digno de honra)
  •        Ele quer que tenhamos submissão ( não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs," )

OS FRUTOS DO MANDAMENTO EM NOSSAS VIDAS v.14
1-)  então, te deleitarás no Senhor.
·         Desfrutar da satisfação, da plenitude de vida e da paz que só existem em Jesus.

2-) Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra
·         Passaremos por cima de todas as dificuldades, lutas e obstáculos em nossas vidas.

3-) e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse.
·         A herança de Jacó são todas as promessas feitas na Aliança  de Deus com Abraão. Mas pode ser traduzida como a misericórdia que não se aparta de nós, nos sustenta a cada dia, e nos conduzirá ao dia glorioso do Senhor.

APLICAÇÃO: É impossível experimentar um avivamento autêntico da parte de Deus em nossas vidas, em nossas igrejas, em nossas famílias se não aprendermos a deixar Deus ser Senhor da nossa vida e do nosso tempo. Que possamos de fato, compreender o valor do SHABBATH, que Deus o criou para o nosso bem, para a nossa alegria. O autor de Hebreus no capítulo 4 faz uma comparação do dia do Senhor com o Descanso Eterno. Deus nos deu um dia de Descanso na semana, para podermos nos preparar para o dia em que viveremos para sempre ao seu lado, no seu descanso. 

Hebreus 4.9-11:

9 Portanto, resta um repouso para o povo de Deus.
10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.
11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.

                                                  Rev. Luiz Gustavo Castilho

Aprendendo com os Símbolos de Fé Reformados


Catecismo de Heidelberg (1563)

Zacarias Ursino e Gaspar Oleviano

1.  Qual é o seu único consolo, na vida e na morte?

 

O meu único consolo é meu fiel Salvador Jesus Cristo.  A Ele pertenço, em corpo e alma, na vida e na morte, e não pertenço a mim mesmo. Com seu precioso sangue Ele pagou por todos os meus pecados e me libertou de todo o domínio do diabo. Agora Ele me protege de tal maneira  que, sem a vontade do meu Pai do céu, não perderei nem um fio de cabelo. Além disto, tudo coopera para o meu bem . Por isso, pelo Espírito Santo, Ele também me garante a vida eterna e me torna disposto a viver para Ele, daqui em diante, de todo o coração.

      O Catecismo de Heidelberg é considerado o Símbolo de Fé Reformado mais pastoral.  Sua primeira pergunta revela essa essência do cuidado e da ação pastoral de Deus em nossa vida. Somos seres, naturalmente carentes, naturalmente necessitados de consolo. Grande parte de nosso sofrimento, existe por causa de nossa vontade de sermos consolados por qualquer pessoa ou objeto que não seja Cristo. Ter Cristo como nosso consolo, significa buscá-lo, bem como o seu reino, em primeiro lugar em nossas vidas. Portanto, buscar Cristo em primeiro lugar em nossas vidas significa estarmos prontos para desfrutar da bênção mais completa para nossas vidas enquanto homens naturais: “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28).

                                                             Rev. Luiz Gustavo Castilho.


sábado, 16 de abril de 2011

O PERIGO DE SE FAZER PERGUNTAS

Uma coisa simples que fazemos todo tempo, todos os dias, pode na verdade, ser uma coisa muito perigosa. Fazer perguntas é um grande risco, pois algumas respostas podem nos comprometer e exigir de nós uma postura que talvez não estejamos preparados ou interessados em assumir. Perguntar para um irmão como ele está, ou se ele precisa de alguma coisa, sem que você tenha intenção de ajudá-lo, pode fazer de você um mero curioso ou na pior das hipóteses um cristão omisso ou hipócrita. Neemias foi um servo de Deus que nos ensina a coragem de se fazer perguntas sem medo de se comprometer com respostas.
No Livro que leva o seu nome, no cap. 1 v.2, vemos Neemias perguntando para Hanani, seu irmão, como estavam os judeus que escaparam ou não foram levados para o exílio, e a resposta foi seu povo estava em grande miséria e desprezo. Ele toma conhecimento que os muros de Jerusalém foram derribados e as portas queimadas. Esta resposta comprometia Neemias, pois se tratava de seu povo. Ele podia agradecer a resposta e voltar para sua casa, mas o texto nos ensina que um servo de Deus não pode ser omisso e negligente com a obra do
Senhor nem com seu povo. Neemias chora, se lamenta, jejua e ora perante o Deus dos céus (v.4), e se compromete com aquela resposta dada por Hanani. Sabemos da história de Neemias, de como ele se envolveu com o sofrimento do seu povo, de como ele intercedeu diante de Deus e diante do rei Artaxerxes, e de como ele reergueu os muros e a fé de Jerusalém. Fazer perguntas pode nos comprometer com as respostas que possivelmente ouviremos. Que o Espírito Santo de Deus faça de nós, homens, mulheres, jovens e crianças que não tenham medo de fazer perguntas, e nem tão pouco de nos comprometermos com as respostas. Que Deus levante em nosso meio uma igreja de fé operosa e abnegada em amor (1Ts 1.3). Que a graça maravilhosa de Cristo Jesus, nos sustente em toda a nossa vida, e que de fé em fé a nossa transformação prossiga até atingirmos a estatura de varões perfeitos, na vinda de nosso Senhor. Paz seja com a igreja!!!!

Rev. Luiz Gustavo Castilho.