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NOSSA VISÃO Ser para Nova Friburgo e região uma REFERÊNCIA na exposição das Sagradas Escrituras, no alcance de nossa geração, no acolhimento de pessoas em nosso meio e na prática de um cristianismo autêntico

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O LEGADO DE ASA PARA A TRAGÉDIA CRISTà
2 CRÔNICAS 16.1-10 

INTRODUÇÃO: A maior tragédia para o “cristianismo” não é não alcançar um coração, mas supor ter alcançado e vê-lo se perder. Asa personifica essa tragédia em sua história.  O cristianismo, infelizmente, é marcado por pessoas que começam a caminhada e no meio se desviam daquilo que Deus tem como projeto para todo homem. 
        Podemos discutir esse assunto compreendendo um pouco da história do rei Asa:


  1. 1- HISTÓRIAS QUE COMEÇAM BEM NÃO SÃO UMA
  2.  GARANTIA DE SUCESSO (15.1-7) 
  • Asa ouve a Palavra do Senhor e restaura a adoração em Israel (15.8) 
  • Uma Decisão por Deus sempre vai atrair quem o busca (15.9) 
  • Asa foi sério com seu povo (15.11-15) 
  • Asa foi sério com sua própria casa (15.16) 
  • Nunca deixe a paz te fazer esquecer da guerra (15.19) 

  1. 2- HISTÓRIAS DE SUCESSO SÃO MUITO VULNERÁVEIS 
  • Um ano você tem paz, no outro você tem guerra (16.1) 
  • Asa e Baasa protagonizam o pior tipo de guerra (16.1) 

  1. 3- TEMPOS DE PAZ REVELAM A BONDADADE DO SENHOR, 
  2. TEMPOS DE GUERRA REVELAM A FÉ DOS CRENTES 
  • Asa revela que não tem temor pelas coisas do Senhor (16.2) 
  • Asa revela que mudou por fora, mas trazia dentro de si exemplos do seu pai (16.3) 
  • Cuidado para não deixar rastros no seu caminho (15.17) 
  • Asa revela que apreciava as obras de Deus, mas não confiava no Deus das obras (16.7) 
  • Asa revela que suas experiências com Deus não tinham valor para ele (16.8) 
  • Asa revela que a rejeição à Palavra é o estágio final da relação com Deus (16.10) 
  • Asa revela que quem rejeita a Palavra rejeita o próprio Deus (16.12) 

CONCLUSÃO: O rei Asa nos ensina algumas coisas importantes: Começar bem é muito importante, mas permanecer é mais importante ainda (“quem pensa que está de pé cuide que não caia”).  
Precisamos cuidar da nossa história, mas precisamos entender que não temos as rédeas dela em nossas mãos, precisamos aprender a olhar para aquele que nos dirige. 
Precisamos aprender a olhar para Deus nos dias maus e esperar o socorro d’Ele. O verso nove nos ajuda a entender isso.  
Que os olhos do Senhor te fortaleçam hoje, entregue o seu coração totalmente para Ele. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018


FELIZ 2018!!!

Não, essa pastoral não está atrasada... A de dezembro que ingenuamente se adiantou. Adiantou-se por uma ordem lógica natural e consequentemente cultural. Ingênua, por não entender o modus operandi do nosso querido país. Agora sim, vamos começar 2018! O que aconteceu de janeiro até aqui vai valer, com certeza vai. Mas a quarta-feira de cinzas é o sinal verde para ligarmos nossos motores e acelerarmos rumo ao novo ano (é claro, antes temos que varrer as cinzas e os cacos para debaixo dos nossos tapetes sociais).
Mas cuidado, não acelere muito, a pista desse ano é lenta, teremos muitos pit stops. Em abril temos a Páscoa e Tiradentes, em maio 200 anos de Friburgo, em Junho Corpus Christi e Copa do Mundo, em setembro Independência, em outubro eleições, em novembro República e a linha de chegada já aparece novamente (se bem que o réveillon podia começar na sexta-feira de carnaval). SERVIDO O CIRCO VOLTEMOS AO PÃO!
Paradoxalmente, o mesmo elemento que cativa é o que liberta. O pão que compra a dignidade humana, que é dado em troca da liberdade de consciência, o pão seco alienador que os romanos serviam molhados no vinho inebriante do circo, que sempre existiu e existe até hoje, a panen at cirsenses moderna. Foi o PÃO que Deus escolheu como elemento para libertar seu povo desse cativeiro. Um PÃO que não pode ser levedado com elementos desse mundo, mas que vem do céu, o Maná que se personificou na pessoa de Jesus, que é oferecido gratuitamente pra quem o deseja receber.
O mundo embriagado chama esse pão de ópio, os cativos o chamam de prisão, os loucos o chamam de loucura e os perdidos de perdição. Mas os loucos, perdidos e cativos que tem coragem de o chamar de VERDADE, experimentam verdadeiramente a LIBERDADE.
Somos uma nação, que de fato, aprendemos a dizer: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”, só não aprendemos pra QUEM dizer isso.  Que nesse ano, que começa agora, depois do circo, você decida com inteligência e fé pra quem vai pedir o pão. “Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome...” (Jo 6:33-35)
                                                                                         Rev. LG

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O RAIO X DE UMA RELAÇÃO COM DEUS
O salmo 116 apresenta um Raio X do que podemos conceituar como um padrão de relacionamento do crente com o seu Deus. O salmo 116 está didaticamente organizado para nos dar com clareza, não um método, mas uma direção clara para onde e como devemos andar nessa relação.  Ao analisar esses versículos podemos ver muito mais do que uma unidade poética, mas um esboço pormenorizado dos estágios que vivemos em nossa caminhada como cristãos. A seguir apresento esse esboço para você estudar em sua casa com sua família, lendo o Salmo 116 a partir dessa divisão:
1- SER OUVIDOS É A GARANTIA DE SERMOS AMADOS v.1,2
2- NOSSAS TRIBULAÇÕES SÃO NOSSO CAMINHO MAIS RÁPIDO E SINCERO PRA DEUS v.3,4
3- CONHECER O CARÁTER DE DEUS É DETERMINANTE PARA CONHECER O SEU PODER v.5,6
4- EXPERIÊNCIAS COM DEUS SÃO AS FONTES MAIS RICAS DE ESPERANÇA v.7,8
5- QUEM TEM EXPERIÊNCIA COM DEUS,  AUTOMÁTICAMENTE PASSA A TER UMA MISSÃO v.9
6- NOSSA RELAÇÃO COM DEUS NÃO NOS LIVRA DAS DECEPÇÕES NAS RELAÇÕES COM OS HOMENS v.10,11
7- MAS AS DECEPÇÕES COM OS HOMENS NÃO DEVE CANCELAR NOSSOS VOTOS COM DEUS v.12-14
CONCLUSÃO: APRENDA A REPETIR PARA NUNCA ESQUECER v.15-19 Perceba que dos versos 15 a 19 o salmista repete quase tudo o que ele afirma no esboço a cima. Com isso aprendemos que repetir nossos votos é um exercício para nunca esquecê-los.
            Tenha uma excelente semana!!!
                     Rev. LG

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

E SE FOSSE AQUI?

Esse ano não começou nada bem para os cristãos na Bolívia. O Governo de Evo Morales apresentou o novo Código do Sistema Penal, que gerou espanto e muita preocupação.  Um detalhe pode mudar o curso do cristianismo no país. É que o artigo 88 prevê prisão de 7 a 12 anos para qualquer um que incentivar pessoas a participarem de organizações religiosas ou de culto. Por esse motivo os líderes evangélicos locais estão pedindo a anulação do novo documento que na verdade pretende criminalizar a evangelização no país. O texto do novo Código Penal ressalta: “Será sancionado com prisão de sete (7) a doze (12) anos e reparo financeiro a pessoa que, por ele próprio ou por terceiros, capture, transporte, transfira, prive de liberdade, acolha ou receba pessoas com o fim de fazer o recrutamento de pessoas para sua participação em conflitos armados ou organizações religiosas ou de culto”.
Acredito que esse fato deve gerar pelo menos duas reações automáticas em nossas vidas. A primeira é uma reação objetiva: Precisamos orar por nossos irmãos bolivianos. Se esse código for aprovado eles viveram o terror de não poderem professar com liberdade sua fé. Talvez você pense, mas existem muitos países onde o cristianismo é proibido e perseguido, sim! Mas sempre foi assim, esses países abraçaram um cristianismo perseguido, eles não sabem o que é uma liberdade de fé. Na Bolívia não, estima-se que 19% da população é evangélica, sem contar os católicos, que também se enquadram nessa decisão. Ser livre a vida toda e depois ser perseguido é muito tenso. Precisamos clamar pela Bolívia.           A segunda reação é reflexiva: E SE FOSSE AQUI? Por mais que pareça improvável e distante de nós, não é impossível acontecer isso no Brasil. Veja o nosso panorama de corrupção de desgoverno. Pense a quantidade de anticristãos no nosso governo que se denominam socialistas e são aliados aos movimentos chamados de socialistas da América Latina como Cuba, Venezuela e Bolívia. Morales está no governo a 12 anos, e vemos seus aliados brasileiros buscando exatamente isso no Brasil. POR QUE ISSO NÃO ACONTECERIA AQUI? Além de orar precisamos pensar... Você está pronto para ser perseguido? Qual seria sua reação em uma situação como essa? Você está pronto para pagar um preço alto por Cristo? Em que nível está a sua Fé? E se os chamados socialistas não conseguirem institucionalizar a perseguição? A bíblia diz que o anticristo vai conseguir! Penso que esse tempo está chegando. O que podemos fazer senão orar e pensar para nos preparar?  Precisamos começar a viver de maneira real e intensa a última oração da Bíblia: MARANATA!!! VEM, SENHOR JESUS!!!!

REV. LG


domingo, 14 de janeiro de 2018

A FÉ COMEÇA, MAS TEM QUE SAIR DE CASA
Jo 15.10-17

Fé é uma coisa que deveria começar em casa. A essência da nossa fé, os elementos básicos da fé, a forma de aplicá-la em nossa vida, deve começar em nossa estrutura mais fundamental, na família!!! A fé que começa em casa, certamente é mais consistente! Mas a fé que começa em casa, ou até mesmo na igreja, não deve permanecer ali plantada, ela precisa sair!  A nossa fé  não sai de casa em forma de doutrina (Cristãos não devem ser reconhecidos por doutrinas), A fé não deve sair de casa em forma de religião (Cristãos não devem ser reconhecidos como religiosos) a fé não sai de casa em forma de compromisso (Cristãos não devem ser reconhecidos por nosso compromisso), A FÉ SAI DE CASA EM FORMA DE AMOR, o servo de Jesus Cristo deve ser reconhecido pelo amor. O amor agrega tudo, doutrinas, religião, compromisso, mas ele é mais do que tudo isso.
João faz em sua oração uma ode ao amor. Contudo, João não descreve um amor subjetivo, um amor platônico, nem tão pouco um amor sem alvos. O amor aqui é relacionado com ATITUDES:

1- O AMOR CRISTÃO POSSUI UM GENITIVO PRÓPRIO v.10
10 “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.

2- O AMOR DE CRISTO TEM UM ALVO E UM PREÇO v.12-14
ALVO: 13   Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.  
PREÇO: 14   Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando.

3-  O AMOR TEM UM OBJETIVO CLARO v.16
16  Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça;

Vamos deixar nossa fé sair de casa e da igreja!!! Uma boa semana para você!!!

Rev. LG


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

UMA SEMANA DE ORAÇÃO POR UM ANO DE BÊNÇÃOS

Nessa segunda-feira (08/01), começamos nossa semana de oração, e queremos desafiar toda igreja a participar. Entenda uma coisa, UMA SEMANA DE ORAÇÃO POR UM ANO DE BÊNÇÃOS, não é apenas um chavão evangélico, mas uma profunda realidade cristã. Vivemos um tempo, em que os nossos dias se desdobram de uma maneira, que os recursos humanos se mostram cada vez menos eficazes para nos ajudar a lidar com os dilemas dessa geração. Padecemos de maneira explícita com a corrupção, a falta de amor, a ganância e a indiferença, frutos da liquidez da ética, da moral e dos princípios bíblicos que a muito escorrem pelos ralos dessa sociedade superficial que nós construímos.
A resposta que devemos buscar para nossa geração não vem dos recursos humanos e sim dos recursos do CÉU. E qual a senha ou a chave para acessar esses recursos? Sim, a oração! Nossa semana de oração não tem a ver com ministérios, com líderes, com denominação ou com pressupostos políticos-religiosos que possam existir, mas tem a ver com a Bíblia que nos ensina a buscar a Deus como um povo que se chama por seu nome. Como povo de Deus vamos orar sim, por ministérios, por líderes, por nossa denominação, mas também por todo o corpo de Cristo, por nossa cidade, estado e país. Vamos orar por nossos filhos, por nossas famílias, vamos buscar recursos do céu para os dias difíceis que vivemos no exercício de nossa fé e cidadania.
Uma semana dobrando os joelhos, para que suportemos 2018 de pé. Uma semana orando, para que se por acaso venhamos cair nesse ano, que o Senhor venha nos erguer! Uma semana destina a pedir ao nosso Deus que não permita que nos afastemos dele, para que possamos orar firmes por todo esse ano!
Por fim, vamos orar por bênçãos, ainda que elas venham embrulhadas em aflições, ainda que os nossos olhos não as reconheçam como tal, ainda que elas não sejam as que esperamos, ainda que elas não sejam as que queremos... Mas venha para essa semana orar pelas bênçãos que o Senhor vai nos dar em 2018. Se o inimigo de nossas almas quiser enganar você dizendo que você pode orar sozinho em casa e não precisa vir a igreja, diga pra ele que oração pessoal é uma coisa muito importante, mas a Bíblia ensina que quando Deus quer fazer algo no meio do povo ele precisa se consagrar e busca-lo em comunidade. Foi assim em todos os moveres de Deus desde o êxodo até os avivamentos contemporâneos. Se você querido irmão, entende a importância da oração... VENHA!!!

                                                                                                                                                                 Rev. LG

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

APRENDA A DIZER ADEUS...

Esse ano acabou e não vai mais voltar, para alegria de uns e tristeza de outros. Então diga: Adeus 2017!!! Algumas coisas não deviam acabar, mas acabam. Se as coisas não acabassem seria pior, porque algumas coisas que desejamos ver acabadas, não acabariam nunca. Então melhor assim, guardemos as coisas boas que acabam na memória, e desfrutemos do alívio das coisas ruins que acabam também. Interessante é que nessa dicotomia, as coisas boas acabam nos entristecendo e as coisas ruins nos alegrando. O que na verdade é bom ou ruim? Enfim, aprenda a dizer adeus pra tudo, pois uma hora você vai precisar. Dizemos adeus de várias maneiras, com tristeza no falar, com indiferença no sentir e com determinação no agir, quando o adeus vira uma ordem de retirada. Da mesma maneira que esse ano passou, tudo passa nessa vida. Chega uma hora que você percebe isso com mais clareza, mais frieza, mais dureza e com mais tristeza. Pra tudo tem a hora do adeus, menos pra Deus.
Faça bem seu inventário, veja o que ficou no seu estoque e o que saiu. Planeje o que, e como vai entrar; da mesma forma o que, e como vai sair. Contudo, esteja preparado pra dizer: adeus!!! Quanto mais entendemos isso, menos sofremos, isso é uma verdade! Uma lição que podemos aprender para 2018 com o adeus, é controlar o seu oposto, o BEM-VINDO! Não podemos escolher para o que vamos dizer adeus em nossas vidas, mas podemos escolher para o que vamos dizer seja bem-vindo!
Uma pequena dica para o novo ano, não dê boas vindas a nada que não venha daquele pra quem você nunca vai dizer adeus. Feliz 2018, com Deus!!!

                                     Rev. Luiz Gustavo Castilho.


quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A MANJEDOURA E O TRONO

Nossa cantata de natal nesse ano teve como tema o trono de Jesus. Mas não deveria ser a manjedoura? A relação desses dois lugares parece, a primeira vista, não ter nenhuma relação lógica. Mas olhando bem, considerar esses dois lugares pode ser uma reflexão muito proveitosa para as nossas vidas. Eu gostaria de pontuar algumas aplicações: 1- Jesus se digna a nascer em uma manjedoura, mas a sua última imagem que a Bíblia revela é assentado em um trono. Você não precisa se preocupar como sua vida com Jesus começa, mas sim como ela vai terminar, no trono reinando com Ele (Mt 19.28,29). 2- Essa relação nos ensina que o reinado de Jesus deve ser precedido por humildade. Só quem tiver a humildade de nascer de novo, de maneira simples, terá direito ao trono de glória do Senhor. 3- O trono eterno nos ensina a ver a verdadeira condição de Jesus. A manjedoura temporária, bem como a vida simples e morte sofrida tiveram um propósito específico: Você! A imagem de Jesus na manjedoura serve para nos lembrar o que ele foi capaz de fazer por nós. A imagem de Jesus no trono serve para nos lembrar quem ele é e onde ele está! Jesus não é mais uma criança impotente, incapaz de fazer qualquer coisa por você, mas ele é o Rei, assentado em um alto e sublime trono, capaz de mudar sua vida, sua história, e fazer infinitamente mais de tudo quanto pedimos ou pensamos (Ef 3.20). Que nesse natal a relação entre a manjedoura e o trono de Jesus tragam a sua mente um sentido de início e fim, de absoluto controle de Deus sobre tudo, nos dando assim o verdadeiro motivo para celebrar o nascimento do nosso Salvador!!!
                                                      
  UM FELIZ NATAL PARA TODOS!!!!

                                                                                                             
                                                                  Rev. LG

domingo, 3 de dezembro de 2017

ESPIRITUALIDADE NATALINA

            Estamos no Advento, período litúrgico de quatro semanas que antecedem o Natal. A data cristã mais comemorada, por cristãos e não cristãos. O Natal é uma data tão significativa que sensibiliza até quem não entende seu significado. O nascimento do Salvador contado por artistas, propagandas de televisão, por nossos teatros, corais e cultos natalinos comove até quem acha que não precisa de salvação. Porque isso? Por que o amor de Deus pelo homem, enviando seu filho ao mundo, pode não ser compreendido e aceito, mas não pode ser ignorado.
Entretanto, essa data tão especial pode gerar fenômenos negativos para o verdadeiro cristianismo. Um desses fenômenos eu chamo de espiritualidade natalina. Essa manifestação de “fé”, nasce com os apelos e programações do advento, dura com certo entusiasmo somente esse período e depois que passa, se desfaz como névoa ao prenúncio das festas subsequentes.
Espiritualidade é uma condição primordial do ser humano, ou ele tem ou não tem. Não dá pra ser espiritual no natal, ou na páscoa ou nos cultos dominicais. Não se vive temporadas espirituais, isso é outra coisa. Isso tem a ver com sua emoção, com sua cultura e com os hábitos que constroem a sua personalidade. Temos o desafio de como cristãos, desenvolver uma espiritualidade que durante todo tempo se alegra e se renova tanto no nascimento, como na morte e ressurreição de Jesus.
Dessa maneira podemos e devemos celebrar esse natal, não com uma “espiritualidade natalina eventual”, mas com a fé que nos constitui discípulos de Cristo. Uma fé que permanece em nossas vidas a despeito de nossas muitas falhas e limitações. Celebraremos, cantaremos e demonstraremos pra esse mundo que o Messias já nasceu. Não queremos sensibilizar o mundo com a estória de um menino pobre que cresceu e se transformou em um ícone de amor e bondade, mas com a história de um Deus todo poderoso que se rebaixou à condição de criatura, que se entregou para salvar e transformar a nossa própria história.
Que a nossa história pessoal nesse natal seja um canal para Jesus nascer em outras vidas e transformar muitas outras histórias!!!

Rev. LG

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

AO MENOS POR UM DOS MEUS OLHOS...

“Sansão clamou ao SENHOR e disse: SENHOR Deus, peço-te que te lembres de mim, e dá-me força só esta vez, ó Deus, para que me vingue dos filisteus, ao menos por um dos meus olhos.” (Jz 16.28)

            Esse versículo desafia de maneira frontal a natureza da nossa fé. Em contrapartida, ele deixa explicita, toda a nossa limitação em vivenciá-la. Sansão foi um grande Juiz de Deus em Israel. No fim de sua vida, já preso, humilhado e cego ele faz uma oração e pede força para o Senhor por mais uma última vez. Mas a motivação pela qual Sansão pede força é a mais réproba possível: Ele quer se vingar “ao menos por um de seus olhos”, que os filisteus haviam vazado. Sansão, na verdade, ora por vingança. E o pior... Deus ouve essa oração e lhe concede força novamente.
            E você acha que Deus consentiu com o sentimento de Sansão? Definitivamente não! Quando o Senhor lhe restaurou a força não foi a vontade do Juiz cego que foi satisfeita, mas a do próprio Deus. Quando aquelas colunas foram derrubadas e os príncipes filisteus foram mortos, o domínio da Filístia sobre Israel, que durou por muitos, anos chegou ao fim. Sansão foi usado por Deus, não pelas razões que ele esperava, mas pelo propósito que estava no coração do Eterno.
            Podemos aprender algumas lições aqui: 1- A vingança que Sansão buscava era a expressão de seu pecado, que o levou a vergonha e a morte. A graça manifesta e salvadora não o impediram de viver as consequências de seu pecado.  2- Sansão tinha uma visão absolutamente pequena em relação aos propósitos de Deus. Você jamais vai atingir os pensamentos de Deus a seu respeito. 3- Peça a Deus pra te usar sempre, ainda que você não compreenda o que Ele está fazendo. Queira simplesmente seu usado pelo Eterno. Tente enxergar isso com ao menos um de seus olhos...
                                                                                                 Tenha uma excelente semana!!!
                                                                                                                                                                                                                                                                                                Rev. LG
           

  

domingo, 4 de junho de 2017


UMA PERSPECTIVA DO CRISTIANISMO

A PARTIR DOS DOIS MALFEITORES

Lc 23.39-43

 

Creio absolutamente, que os fatos registrados em todo o corpo bíblico, possuem uma razão e um propósito que sempre vão compor algum tipo de mensagem para as nossas vidas. O que acontece é que muitas vezes não conseguimos ver a sublimidade e a riqueza desses fatos registrados.

A narrativa da crucificação, nos remete a um cenário incrível, que não foi montado por um mero acaso e seria um desperdicio não tentar interpretá-lo.


JESUS CRUCIFICADO ENTRE DOIS MALFEITORES, Um a esquerda e outro a direita v. 33

 

PODEMOS EXTRAIR ALGUMAS LIÇÕES PRÁTICAS:

 

1-    CRISTO NOS ENSINA A ESTAR ENTRE DOIS MUNDOS EM CONFLITO v.39,40

- Sua posição entre os malfeitores foi uma forma de nos preparar para uma vida de conflito entre “dois mundos”, representados pelos dois malfeitores.

-Cristo é a razão desse conflito entre os “dois mundos”.

- Nesse conflito todos somos malfeitores, as nossas perspectivas que mudam a história.

 

2-    UMA VIDA DE ARREPENDIMENTO NÃO CONSEGUE VER UMA VIDA DE PECADO SEM JESUS ESTAR NO MEIO v.41

- O ladrão arrependido não podia ver o pecado de seu comparsa sem ver Jesus entre eles. (Eles se conheciam).

-A visão do Cristo crucificado precisa mudar a visão que temos de nós mesmos e a visão que temos do mundo.

 

3-    ENTRE O CONFLITO DESSES DOIS MUNDOS JESUS NÃO FICA EM CIMA DO MURO v. 42,43

- Jesus não tem nenhuma palavra para o ladrão que blasfemava contra ele (Quem não crê em mim já está condenado)

-Jesus tem uma Palavra para o ladrão arrependido v.43 (Quem crer em mim ainda que morra viverá)


           Podemos chegar a conclusão de que este cenário não foi montado sem um propósito. Onde você está? Será que sua tristeza, sua mágoa ou sua ira, não tem te transformado nesse malfeitor blasfemador? Será que mesmo debaixo do teto da religião não temos perdido o nosso foco? Check sua vida, veja se Jesus está produzindo um conflito entre você e o mundo. Fique do lado dele e ele ficará do seu.

 

                                                                                                               Rev. LG

MINHA GRATIDÃO


Quero registrar aqui minha profunda gratidão por meus 10 anos de ordenação pastoral. No dia 02 de junho de 2007, Deus me deu a honra e o privilégio de me tornar pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Primeiro, minha gratidão ao autor da minha vida, o Eterno Deus. Aquele que me chamou das trevas para sua maravilhosa luz, e me chamou ainda, para pastorear uma pequena parte do seu grande rebanho. Nesses dez anos tive dúvidas de muitas coisas, e ainda as tenho. Contudo, nunca duvidei ou titubeei quanto a voz clara e alta que me chamou para estar onde estou. Não me tornei pastor por falta de opção profissional, ou porque não obtive êxito nos meus intentos. Somente aquele que me chamou sabe o tanto que deixei e como foi difícil dizer o meu SIM. Abracei o ministério porque ele me abraçou primeiro, porque me chamaram de pastor antes que de fato eu o fosse. Por isso amo o que eu faço e suporto o peso que SOMENTE quem é pastor conhece.

Segundo, minha Família que sempre esteve comigo em todo o tempo. Minha esposa que é uma sustentadora do meu ministério, não seria nada sem ela. Meus filhos que são minha grande motivação, filhos definitivamente, dão autoridade a um ministério pastoral. Meu filho João nasceu no dia da minha ordenação, completa hoje 6 anos.

Minha gratidão a Igreja Presbiteriana de Nova Friburgo, onde eu conheci a Jesus e minha vida foi absolutamente reestruturada. Foi aqui que fui chamado, foi ela que me enviou para a Congregação em São Geraldo, hoje minha amada Igreja Esperança, que me encorajou a dizer SIM para o ministério. Minha gratidão também a essa igreja querida que me ensinou na pratica o que é ser pastor. Mas tão logo voltei à Igreja Central onde ainda estou, e amo estar!

Foram 4 anos de seminário, seis meses de licenciatura e 10 anos de ordenação. Toda minha vida ministerial prestada a essa igreja (contando a congregação, e pouco mais de um ano como pastor titular da I.P. Esperança). Sei que poderia ter sido muito melhor! Sei Que errei muitas vezes e acertei tantas outras. 10 anos não é muito tempo, mas é tempo suficiente para aprender que nunca vamos agradar a todos (fomos chamados para agradar apenas um), que muitas oposições são grandes oportunidades para crescer, que os dias difíceis são o caminho mais curto para os braços do Pai, que o que aprendemos até aqui não se compara com o que ainda vamos aprender. 10 anos é tempo suficiente para certificar que seu chamado não foi um vento passageiro, que o ministério é uma corrida de perseverança e resistência, que não é dos fortes a vitória nem dos que correm melhor... Esse é um excelente tempo para renovar o valor da promessa: “Aquele que começou a boa obra é fiel para completá-la” Fp 1.6.

Minha gratidão a muitos da IPCNF que me viram chegar neófito e ainda sim por dois mandatos me aceitaram como seu pastor, minha gratidão ao meu pai na fé, Rev. Fernando Pereira Cabral, que viu meu ministério antes de mim mesmo, que me discipulou e tanto me ensinou. Ao Conselho dessa igreja, sem palavras para descrever minha profunda gratidão. Nada poderá apagar tudo que vivemos, assim sinceramente espero.  Estou pronto para continuar!!!

                                                                                   Rev. LG

quinta-feira, 4 de maio de 2017


O DEUS PRÓDIGO

 
            Começamos na última quinta-feira (06/04), nossa série O DEUS PRÓDIGO. Nossa introdução parte do princípio de compreender a ousadia do autor em intitular dessa maneira sua obra. Pródigo é um termo depreciativo, que significa gastador, esbanjador, administrador irresponsável. Compreendemos muito bem quando chamamos o filho mais novo de pródigo, pois seu histórico comprova isso. Mas como, e por que chamar Deus de Pródigo?  A resposta é simples, esse termo, uma vez aplicado a Deus, não lhe infere um valor negativo. Essa expressão lhe ressalta um maravilhoso atributo, seu infinito amor pelo homem pecador! Sim, Ele é pródigo, pois entregou seu Filho unigênito, seu Filho amado, o precioso Rei, em favor de pecadores incorrigíveis e sem merecimento. Gastou muito com quem não tinha valor. Não foi irresponsabilidade pois não existe prejuízo para Deus, uma vez que tudo é dEle e está abaixo dEle. Sua prodigalidade se manifesta a nós como amor infinito!

            A parábola do “Filho Pródigo”, não é meramente uma história de um filho que volta para casa. Jesus começa essa parábola assim: “Certo homem tinha dois Filhos” (Lc 15.11). Essa história então, é sobre um pai e dois filhos. Muitas interpretações dessa parábola, negligenciam a verdadeira mensagem da história, uma vez que há dois filhos, cada um representando uma maneira de permanecer alienado de Deus (Pai), e cada um representando modos de se buscar aceitação no Reino dos Céus.

            Nosso primeiro estudo também analisou o público original que ouviu essa mensagem, e entendemos que a natureza desse público não mudou atualmente, o que torna essa parábola uma mensagem viva e atual. Identificamos dois grupos: PRIMEIRO: “Publicanos e pecadores”. Esses homens e mulheres correspondem a figura do irmão mais novo. SEGUNDO: “Fariseus e mestres da lei”, Esse grupo de ouvintes corresponde a figura do irmão mais velho. Nos próximos estudos vamos nos aprofundar nesses grupos! Não fique de fora, participe dessa bênção!

                                                                               Rev. LG

 

 

A APOTEOSE DO CRISTIANISMO REVELADA NO PÃO E NO VINHO

            Somente Jesus, em sua capacidade de tornar simples as coisas mais complexas do mundo, poderia resumir em dois elementos culturalmente universais, a essência de toda a fé cristã. Sem dúvidas, podemos considerar o nascimento, a morte e a ressurreição de Jesus, como a apoteose do cristianismo, ou seja, o momento de grande impacto e glória de seu ministério. Na ministração da última páscoa, o Senhor relacionou o pão com o seu corpo e o vinho com seu sangue. Esses elementos se tornariam designadores dos eventos que mudariam a história da humanidade. O pão simboliza o maná que desceu do céu, o sustento incomparável de nossa existência, o verbo que se fez carne e habitou no meio de nós. Entretanto, o pão partido é alusivo ao sofrimento que Jesus sentiu no seu próprio corpo. O sangue vertido, fez expiar os nossos pecados, nos livrando de todas as acusações de morte. Como olhar para o vinho e não lembrar disso? Como tomá-lo e não sentir o misto de uma angústia de morte e um alívio de vida servidos no mesmo cálice? Que Graça maravilhosa! Que mistério insondável! Somente Jesus...

            Contudo, esse sacramento tão simples, revela ainda algo extraordinário. Quando falamos em apoteose, devemos pensar em alguns estágios apoteóticos. O Primeiro foi o mais simples diante dos homens, presenciado por alguns pastores em Belém, e alguns magos do Oriente. O Segundo, sua morte e ressurreição. Esse já teve a grande Jerusalém como expectadora. Mas Jesus, na ministração da ceia, desafia nossa mente e nossa fé. Ele diz que o pão e o vinho serão tipologias dele até que ele venha. Ele vai voltar! O último ato da apoteose terá o mundo por testemunha, todo o olho verá e todo ouvido ouvirá, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que ele é o Senhor. Nessa páscoa deixe o pão e o vinho contarem essa história ao seu coração!

                                                                                                          Rev. LG

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

ENFIM O FIM

Fazer uma retrospectiva de 2016 não será uma tarefa simples, e nem confortável para muitas pessoas. Faz um bom tempo que eu não via um ano tão complexo e difícil como esse, com tantos eventos e ocorrências que afetaram a sociedade de uma maneira geral. Em 2011, Nova Friburgo e toda a região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, viveram uma tragédia sem precedentes, a perplexidade e o luto se estenderam como um manto negro em toda Região, e por que não dizer sobre o Estado e o País? Entretanto, essa catástrofe natural gerou na sociedade um sentimento de união, solidariedade e generosidade de natureza tão rara quanto à própria tragédia. Certamente nos tornamos mais humanos, a pesar da dor e das perdas.
Em 2016 não houve deslizamentos de montes e nem desmoronamentos de casas, mas a estabilidade econômica, política e social do País, que estava pendurada em uma encosta, desabou. Infelizmente a reação da sociedade brasileira não foi a mesma de 2011. Uma desesperança toma conta do País, nosso Estado declara falência, Impedimento da Presidente da República, a corrupção que já não escandalizava, escandalizou por se mostrar muito maior do que poderíamos imaginar. Proporcional à corrupção foi (e é) a impunidade. As Olimpíadas não conseguiram entreter o caos, foi uma anestesia fraca que passou rápido.
Mas o fim desse ano, enfim chegou! Será que 2017 vai melhorar? Será que uma mera mudança de calendário freará nosso trem na ladeira a baixo? Difícil dizer... Mas uma coisa é certa amigos, fechamos um ciclo. Precisamos aprender o valor de fechar ciclos em nossas vidas. Foi um ano difícil pra todos, mas ele está sendo fechado. Aprender a fechar ciclos tem mais a ver com o novo do que com o velho. Os problemas continuarão, a crise continuará e o medo também... Mas 2016 foi superado. A melhor retrospectiva é lembrar que o meu Deus esteve comigo todos os dias. A melhor maneira de se preparar para o novo ciclo é saber que Ele também estará todos os dias com você. Quero celebrar minha vitória sobre esse ano, ele passou e eu permaneci. Tenho fechado e aberto novos ciclos desde 1979, o ano que eu não abrir outro por aqui, será o melhor, pois abrirei por fim uma fase nova e maravilhosa que não terá fim. Enquanto isso, celebre o fim desse ano, quanto maior o adversário maior o significado da vitória. Em 2017 lembre-se: “Em Cristo, somos mais que vencedores!”

FELIZ 2017!!!!

                                                                   REV. LG