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NOSSA VISÃO Ser para Nova Friburgo e região uma REFERÊNCIA na exposição das Sagradas Escrituras, no alcance de nossa geração, no acolhimento de pessoas em nosso meio e na prática de um cristianismo autêntico

sexta-feira, 15 de julho de 2011


3- NUNCA SE DEFENDA

“Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e o seu direito que de mim procede, diz o Senhor.”  (Is 54.17)

               Este terceiro voto é muito importante para a sua vida pessoal. “Não se defender” é um princípio que pode trazer muitos benefícios para a sua vida cristã, para sua confiança, para sua intimidade com Deus. Entretanto, viver esta realidade consiste em trilhar uma estrada muito difícil e árdua, onde o seu sentido flui invariavelmente na contra-mão de nossa natureza. A idéia de A. W. Tozer de “não se defender”, implica em confiar a Deus todas os nossos problemas e conflitos. Naturalmente, somos seres auto-defensivos, normalmente armados e preparados para fazermos nossa defesa quando em um momento de confronto. Embora essa seja uma reação natural, a Palavra de Deus nos desafia a entregá-lo todo nosso cuidado, ao invés de reunirmos a nossa própria força, a nossa própria capacidade e a nossa inteligência para nos defender. 
              Conter o nosso senso justiça quando nos sentimos injustiçados é um esforço sobrenatural, mas o que é mais sobrenatural é conseguir encontrar o caminho para descansar na Justiça de Deus. Este voto, de maneira alguma, intenciona você a repousar em uma passividade onde você não reage a nenhuma investida do maligno, mas te convida a colocar todas as suas lutas nas mãos do Senhor e deixar que Ele guerreie a sua guerra. Quando em Ex 23.22 o Senhor diz a Moisés: “Serei inimigo de seus inimigos e adversário de seus adversários”. Em outras Palavras, Deus está dizendo a Moisés: “Seja meu amigo!
              Amada Igreja, não adianta querer seguir nosso caminho sempre querendo nos defender, sempre preocupados em demonstrar nossa boa fama, nossa aprovação diante dos homens, sempre desejando ressaltar a integridade de nossa reputação. Caso optemos seguir esse exemplo, não conseguiremos fazer mais coisa alguma e por certo não seremos bem sucedidos em nosso intento. Sempre existirá alguém querendo jogar pedra em você!!! Olhe para Cristo, siga a Cristo, queira agradar tão somente ao Senhor, se preocupe em ser amigo de Deus.   Agindo assim ainda que muitas pedras sejam atiradas contra ti, nenhuma te acertará. “Não tenho que lutar, é o Senhor quem luta por mim”. Desejo manter esse voto em minha vida e lutar contra mim mesmo para que eu não mais me defenda, mas para que o Senhor seja a minha defesa. Amém!!!!
                                                                

 Rev. Luiz Gustavo Castilho.

sábado, 9 de julho de 2011


2- NÃO SEJA DONO DE COISA ALGUMA

“No ano da morte do rei Usias, eu vi o Senhor  assentado 
em um alto e sublime trono...”  Is 6.1

Uma das maiores tragédias, fruto de nossa natureza pecaminosa, é nos acharmos donos de alguma coisa. Se esse sentimento é trágico para a nossa vida pessoal, o que dirá para a vida de uma igreja!  O senso se sermos “donos” de alguma coisa, pode parecer natural e comum, contudo, ele pode ser um perigoso passo que damos ao rejeitar o senhorio de Cristo em nossas vidas. Não somos donos de nada nesse mundo, sequer de nós mesmos. Somos meros MORDOMOS que recebemos o privilégio de cuidar daquilo que nos deu o SENHOR.
Quando não entendemos assim, nos tornamos francos candidatos a sofrer por amar demasiadamente ou doentiamente os nossos bens. Sofremos e fazemos sofrer os nossos filhos ou os nossos cônjuges quando os amamos como o sentimento de posse, e essa atitude é uma forma de dizer a Deus o seguinte: “O dono da minha vida sou eu, o que eu tenho é meu e faço o que eu quiser.” Assim, consciente ou inconscientemente, nós nos afastamos de Deus, e deixamos de receber todas as bênçãos que procedem do seu Santo Espírito.
O primeiro rei de Israel é um exemplo bíblico que demonstra essa patologia espiritual. Saul foi coroado rei. Qual foi o seu mérito para se tornar rei? NENHUM! No entanto o senso de ser  “dono”, que é o mesmo de ser “Senhor”, visto anteriormente em seu antepassado Adão, tornou esse rei cego e louco em suas atitudes, e quando ele perdeu o que não era dele, preferiu morrer. Desejar ser DONO, é o princípio da idolatria!!!
Deus trata esse sentimento no profeta Isaías, e assim trata de todos nós. No Capítulo 6 de seu livro, Isaías está sofrendo pois o grande rei Usias tinha falecido, o senhor do trono de Israel estava morto. Então Isaías vê o “Senhor assentado em um alto e sublime trono”. Essa visão declara para Isaías, para Israel, para a IPCNF e para o MUNDO, que só a um DONO de todas as coisas, seu nome é EMANUEL, e nós reconhecemos o Nome JESUS, como o nome sobre todo o nome, Senhor dos senhores. Amada igreja, não sejamos donos de nada, mas como no salmo 100, reconheçamos que do Senhor somos, como 1Pe 2.9,10 diz: “povo de propriedade exclusiva de Deus”. Saber quem é o dono de tudo, significa estar perto do dono. Estar perto do dono é ter tudo! Deus abençoe nossas vidas!!!!!
                                                                                                           
                   Rev. Luiz Gustavo Castilho.


terça-feira, 5 de julho de 2011


1- TRATE SÉRIO COM O PECADO

               O primeiro voto de nossa campanha nos adverte a tratarmos sério com o pecado. Embora este seja um assunto central em toda a Escritura, em vias de regra, temos uma tendência natural a sermos negligentes quando tratamos o pecado. Dar ao pecado outros nomes, fazer dele parte da cultura, institucionalizar e legalizar o pecado, tem sido uma das formas  negligentes de lidar com um problema tão sério, que tem assolado, enfraquecido, desfigurado e destruído o homem desde o princípio.
  O pecado NÃO TRATADO,  ou seja, negligenciado e tolerado, tem produzido em todo o mundo, uma geração de cristãos fracos, descomprometidos, religiosos. Sem coragem de clamar a Deus por uma mudança, uma transformação, igrejas tradicionais na Inglaterra e em toda Europa tem sido vendidas para se transformar em casas de show e espetáculos. O JOVEM cristianismo protestante no Brasil, já começa a mostrar o desgaste e a falta de ardor. Nossos jovens estão perfeitamente habituados  a este Século, e os nossos adultos e idosos tem dificuldades para renovar a mente e não se conformar com este Século. Não precisamos de um novo Evangelho, não precisamos de uma nova Teologia, não precisamos de uma nova forma de governo. PRECISAMOS DE UMA NOVA ATITUDE!!!!! Precisamos de uma reação, entender o pecado, tratar sério com o pecado, despertar para uma realidade espiritual que muitas vezes fazemos questão de não enxergar, e então, nos livrarmos das cadeias que nos amarram, que impedem o poder do Espírito Santo de fluir em nossas vidas.
  Este é um convite para uma RENOVAÇÃO,  de mente , de coração, de vida. Que este voto faça  começar um novo tempo em nossas vidas e em nossa Igreja!!!!! 

                                                                         Rev. Luiz Gustavo Castilho.

Afirmações para o Reavivamento Pessoal

Algumas pessoas rejeitam a idéia de fazer votos, mas na Bíblia você en­contrará muitos grandes homens de Deus que foram dirigidos por alianças, pro­messas, votos e compromissos. O salmista não era avesso a fazer votos. "Os votos que fiz, eu os manterei, ó Deus", disse ele. "Render-te-ei ações de graça" (Sl 56.12).
Meu conselho nessa questão é que se você está realmente preocupado com seu avanço espiritual, a obtenção de novo poder, nova vida, nova alegria e novo reavivamento pes­soal dentro de seu coração, será bom fazer certos votos e empenhar-se por cumpri-los. Se você falhar, prostre-se em humilhação, arrependa-se e comece novamente, mas sem­pre leve em consideração os votos feitos. Eles irão ajudar a harmonizar seu coração com os vastos poderes que fluem do trono onde Cristo está assentado, à destra de Deus. O homem carnal rejeita a disciplina de tais compromissos. Ele diz: "Quero ser livre. Não quero ter qualquer voto sobre mim. Não creio nisso. Isso é legalismo". Bem, deixe-me apresentar o quadro de dois homens.
Um deles não fez voto algum. Ele não aceita qualquer responsabilidade desse tipo. Ele quer ser livre. E ele é livre, em certa me­dida, assim como um vagabundo é livre. O vagabundo é livre para sentar-se num banco de jardim de dia, dormir sobre um jornal à noite, ser posto para fora da cidade na manhã de quinta-feira e voltar e subir pelas escadas rangentes de alguma pensão na quinta à noi­te. Esse homem é livre, mas também é inútil. Ele apenas ocupa um lugar no mundo, cujo ar respira.
Examinemos agora outro homem, talvez um presidente, ou primeiro-ministro ou qual­quer grande homem que carrega sobre si o peso do governo. Homens assim não são livres. Porém, com o sacrifício de sua liberdade de­monstram poder. Caso insistam em ser livres, poderão sê-lo, mas apenas como o vagabundo. Escolheram, porém, estar amarrados. Há muitos vagabundos religiosos no mun­do que não querem estar amarrados a coisa alguma. Eles transformaram a graça de Deus em libertinagem pessoal. As grandes almas, entretanto, são aquelas que se aproximam reverentemente de Deus compreendendo que em sua carne não habita bem algum. E sabem que, sem a capacitação dada por Deus, quaisquer votos feitos seriam quebra­dos antes de o sol se pôr. Não obstante, visto que crêem em Deus, com reverência assu­mem certos votos sagrados. Esse é o caminho para o poder espiritual. Sendo assim, há cinco votos que tenho em mente, que será bom fazer e observar.
A.W. Tozer

BARNABÉ, UM HOMEM CHEIO DO ESPÍRITO SANTO E FÉ

   At 11:19-26

    
   Quem é um homem cheio do Espírito Santo? Segundo o texto de Atos dos Apóstolos 11.24, Barnabé foi um homem cheio do Espírito Santo e de fé. Poucas palavras são necessárias para nos dar conta disso. Embora o Cristianismo possua os seus doutores, e na história muitos se destacaram como Tomás de Aquino, Agostinho, Lutero, Calvino, John Knox, Richard Baxter e tantos outros que se fossem citados não caberiam aqui. Contudo, o que fez e o que faz o Cristianismo marchar avante, frente às milícias do inferno, crescendo e expandindo o Reino de Deus neste mundo, definitivamente não foi a ação dos doutores e teólogos na religião. O progresso do Evangelho nunca dependeu e nunca dependerá daquilo que está na mente dos intelectuais, ou no bolso dos afortunados, mas do que está no coração e na vida de homens cheios do Espírito Santo. O texto de Atos nos desafia a sermos como Barnabé, um homem cujo nome significa “Aquele que dá coragem”, e eu desejo sinceramente que seu exemplo seja um referencial para as nossas vidas, para a nossa igreja.
Este pequeno texto nos dá conta que três atitudes de Barnabé revelam o caráter de um homem cheio do Espírito Santo. 

1- SE ALEGRA COM A GRAÇA DE DEUS: Barnabé foi enviado pela igreja de Jerusalém para fazer um relatório da nova igreja que surgia (v.22), a primeira fora dos limites de Israel. Com certeza uma igreja de liturgia e costumes diferentes, mas Barnabé se alegrou porque ele reconheceu algo comum à fé cristã: A graça de Deus. Um homem cheio do Espírito pode ter muitos problemas e diferenças com a igreja, mas ele se alegra com a Graça de Deus.

2- MOTIVA PESSOAS A PERMANECEREM NO SENHOR: Um homem cheio do Espírito Santo, não fica fazendo intrigas e comentários que só trazem polêmicas e divisão, mas motiva com seu testemunho os crente a permanecerem no Senhor, com firmeza de coração (v.23).

3- LEVA NOVAS PESSOAS AO SENHOR: A conduta de um homem cheio do Espírito Santo e de fé, naturalmente, fará muita gente se unir ao Senhor (v.24). Que o Senhor abençoe nossas vidas nos permitindo ser homens, mulheres, jovens, crianças, enfim, uma igreja cheia do Espírito Santo de Deus.

                                                                Rev. Luiz Gustavo Castilho.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O LIVRE-ARBÍTRIO


                                                             Jo 3.1-7

O diálogo de Jesus com Nicodemos  além de possuir um dos principais argumentos evangelísticos do cristianismo (o novo nascimento), possui também um dos mais eficazes discursos apologéticos contra um dos temas mais controversos da teologia cristã:  O Livre-Arbítrio.

Martinho Lutero em sua obra “A Escravidão da Vontade”, entre outros, faz uso deste texto para declarar que o Livre-Arbítrio é uma heresia grosseira, que fere substancialmente os Ensinamentos das Sagradas Escrituras.  

O Livre-Arbítrio é uma matéria polemica discutida entre cristãos a muitos séculos. Embora esse pensamento tenha sido rechaçado na época de Lutero, ele ressuscitou no fim da idade média e encontrou espaço em vários segmentos seja religiosos ou filosóficos, e tomou as mais diversas formas que se encontram espalhadas no presente tempo.

Contudo, antes decompreender o Livre-Arbítrio dentro do pensamento reformado, precisamos compreender o que se quis dizer no passado com esse termo, para então se poder compreender o nosso posicionamento contra essa doutrina.

ORIGEM DO TERMO
A idéia de um Livre-Arbítrio, discutida em muitas épocas, por vários pensadores, entra  significativamente no debate Teológico, através de um monge agostiniano chamado Desidério Erasmo, que nasceu por volta de 1468 em Rotterdam na Holanda, daí ficando universalmente conhecido como Erasmo de Rotterdam.   

EM QUE ERASMO ACREDITAVA?
Influenciado pelo pensamento do arque rival de Agostinho, um teólogo excomungado da igreja chamado Pelágio, Erasmo, que era um humanista, acreditava que os homens podem conquistar a salvação, ao invés de dependerem exclusivamente de Jesus Cristo.  E a essa vontade própria do homem de escolher ou não a Cristo e o poder de obter ou não a salvação, ele chamou de:  Livre-Arbítrio. 

O PROBLEMA DO PENSAMENTO DE ERASMO
O pensamento de Erasmo de Rotterdam no século XVI, foi como uma granada atirada na história. Fragmentos de seu pensamento foram parar em diversos segmentos religiosos filosóficos, cada um sendo interpretados de uma maneira peculiar de cada movimento.

LUTERO X ERASMO
A resposta de Lutero ao pensamento de Erasmo foi fulminante no século XVI. Lutero refutou com maestria bíblica todas a rasas suposições do Livre-Arbítrio de seu oponente. Contudo, o cenário humanista que se seguiu da Idade Média pra frente, concebia muito mais naturalmente uma doutrina em que o homem tem o controle e não Deus. Assim, o Livre-Arbítrio é tirado do pó e da lama onde Deus o arremessou, e é colocado em um lugar de honra, se tornando um dos alicerces do pensamento humanista.                                                                                         

             "O HUMANISMO FOI CONSTRUIDO SOBRE UMA
       MENTIRA CONDENADA POR DEUS"
 

UM ERRO COMUM NA CONCEPÇÃO DE LIVRE-ÁRBITRIO
Muitas pessoas chamam de Livre-Arbítrio, a liberdade que o homem tem de ir e vir, de fazer ou desfazer, de errar ou de acertar, de pensar e dizer o que se pensou. Isso não é o que Erasmo ensinou no passado, mas podemos chamar essa liberdade humana de LIVRE-AGÊNCIA.

O POSICIONAMENTO DOS REFORMADOS QUANTO 
AO LIVRE-ARBÍTRIO NO DECURSO DA HISTÓRIA

CALVINO ENTENDE O LIVRE-ARBÍTRIO DE ADÃO
Então (Deus) proveu que se acrescentasse (ao homem) a escolha, que dirigisse os apetites e regulasse a todos os movimentos orgânicos, e assim a vontade fosse inteiramente consentânea à ação moderadora da razão. Nesta integridade, o homem usufruía de livre-arbítrio, mercê do qual, caso quisesse, poderia alcançar a vida eterna.
(Institutas I.XV.8)

MAS REPROVA ESSA CONDIÇÃO DO HOMEM PÓS-QUEDA
Mas os que professam ser cristãos, e ainda buscam o livre-arbítrio no homem perdido e imerso em morte espiritual, corrigindo a doutrina da Palavra de Deus com os ensinos dos filósofos, estes se desviam totalmente do caminho e não estão nem no céu nem na terra.
(Institutas I.XV.8)

A CONFISSÃO BELGA (1561)
... Por isso, rejeitamos todo o ensino repugnante sobre o livre-arbítrio do homem, porque o homem somente é escravo do pecado e "não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dado, Cristo diz: "Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer" (João 6:44)...

CATECISMO DE HEIDELBERG (1563)
Pergunta 8: Somos então tão corrompidos que somos totalmente incapazes de fazer qualquer bem e inclinados a todo mal?
Resposta: De fato, somos, a não ser que nasçamos de novo pelo espírito de Deus.

SEGUNDA CONFISSÃO HELVÉTICA (1566)
Ora, sabe-se que a mente ou entendimento é a luz da vontade, e quando o guia é cego, é óbvio até onde a vontade poderá chegar. Por isso, o homem ainda não regenerado não tem livre arbítrio para o bem e nenhum poder para realizar o que é bom. O Senhor diz no Evangelho: “Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado é escravo do pecado” (João 8.34). E o apóstolo São Paulo diz: “Por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Rom 8.7).
(Cap.IX.4)

CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER (1647) 
O homem, em seu estado de inocência, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder.
(CFW IX.2)

O homem, caindo em um estado de pecado, perdeu totalmente todo o poder de vontade quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação, de sorte que um homem natural, inteiramente adverso a esse bem e morto no pecado, é incapaz de, pelo seu próprio poder, converter-se ou mesmo preparar-se para isso.
(CFW IX.3)

É no estado de glória que a vontade do homem se torna perfeita e imutavelmente livre para o bem só.
 (CFW IX.5)

CONCLUSÃO

Talvez todo esse trabalho não fosse necessário, se a nossa mente fosse incondicionalmente submissa à Palavra de Deus, e se pudéssemos ver nas Escrituras a clareza que Lutero viu quando Nicodemos afirma:

NINGUÉM PODE FAZER ESTES SINAIS QUE TU FAZES, SE DEUS NÃO ESTIVER COM ELE” 
                                                                                                                Jo 3.4

                                      Rev. Luiz Gustavo Castilho. 


sexta-feira, 17 de junho de 2011

O CONSTANTE E AS VARIÁVEIS


“Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel”
( At 9.15 )

A história de Deus e seu povo possui uma constante e inúmeras variáveis. Não é difícil identificar o “constante” que se manifesta desde a Criação e atravessa os Testamentos chegando às nossas igrejas. Deus é a presença constante nessa odisséia, sua trina manifestação marca toda a História com amor, misericórdia, perdão e graça, que são distribuidos segundo a sua Soberania. Por falar em soberania, Deus, o “constante” o imutável, o eterno, na execução de sua vontade, na progressão da História Redentora, sempre fez uso de inúmeras variáveis. Homens simples, falíveis, limitados em suas visões e ações, são essas as variáveis usadas pelo Criador. Presentes em toda História, suas contribuições temporais, totalmente dependentes e intimamente ligadas ao Senhor, revelam que a participação do homem é um caprichoso detalhe de Deus, que embora governe com um propósito constante, atemporal e bem definido (a redenção do homem para a glória de seu nome) se vale destas “variáveis” para serem canais de sua vontade. O Senhor usou Noé, Abraão, Moisés, Davi e tantos outros, variações do mesmo tom divino. Hoje, o nosso Deus, constante, continua escolhendo suas variáveis! Nesses dias os instrumentos escolhidos para levarem seu nome foram (presbíteros) Alexandre, João Elias, Cesar Pedro, Jocyr, (diáconos) Átilla, Valcir, Ricardo, Davi, René e Jorge. A jornada rumo ao Dia do Senhor não pode parar, talvez amanhã o nosso Deus constante escolha outros instrumentos, e assim nós vamos construindo e fazendo parte da mais bela e importante História do mundo! Parabéns aos oficiais eleitos e reeleitos!!!!!

Rev. Luiz Gustavo Castilho

sexta-feira, 27 de maio de 2011

PRONTOS PARA RESPONDER?????

 
No dia 05 de junho teremos eleição para presbíteros em nossa igreja, e no dia 12 de  junho para diáconos. Os candidatos eleitos e a igreja terão que responder algumas perguntas. Considerando Mateus 5:37  “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” Será que estamos prontos para responder  importantes perguntas, seja nesse dia, seja em toda a nossa vida? Difícil saber as perguntas que nos serão feitas no futuro. Mas depois do dia 05 de junho, os presbíteros terão que responder em suas ordenações e/ou investiduras, as seguintes perguntas que constam no manual litúrgico da IPB:

1- Vocês confessam crer que as Escrituras do Antigo e Novo Testamento são a Palavra de Deus e que essa Palavra é a única regra infalível de fé e prática?

2- Vocês recebem e adotam sinceramente as Confissões de Fé e os Catecismos desta Igreja  como fiel exposição do sistema doutrina ensinado nas Sagradas Escrituras.

3- Vocês sustentam e aprovam o governo e disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil?

4- Vocês aceitam  o ofício de presbítero regente desta igreja e prometem desempenhar fielmente todos os deveres desse cargo?

5- Prometem, ainda, procurar manter e promover a paz, a unidade, a edificação e a pureza da igreja?

    Neste dia, os membros comungantes da igreja, terão que responder as seguintes perguntas do mesmo manual litúrgico:

1- E vocês, membros desta igreja, reconhecem e recebem estes nossos irmãos como presbíteros regentes?

2-  Prometem tributar-lhes toda honra, animação e obediência, no Senhor, a que, segundo a Palavra de Deus e a Constituição desta Igreja, lhes dá direito o seu ofício?
      Membros e candidatos, orem, busquem ao Senhor com verdade e sem interesses pessoais.  O crescimento e as bênçãos vindouras de nossa igreja dependem da sinceridade e disposição de nos comprometermos de corpo e mente com estas respostas.

                                     PRONTOS PARA RESPONDER?????

Rev. Luiz Gustavo Castilho.




MATURIDADE PARA CRESCER




     Falar de crescimento, desenvolvimento ou progresso, em qualquer esfera da nossa vida, requer falar de maturidade. Há uma relação intrínseca entre maturidade e crescimento. Isso é natural e lógico. Se o corpo de uma criança cresce mas o seu raciocínio não acompanha o crescimento, temos então um grande problema, ainda que o corpo tenha se desenvolvido , tal desenvolvimento sem maturidade se transforma em um malefício. Na igreja e na família o processo é exatamente igual. Se o progresso que almejamos hoje, não for fruto de uma concepção madura, possivelmente ele não virá, ou se vier, será um algo descontrolado que durará pouco e poderá causar sérios prejuízos. Maturidade requer tempo, tempo requer paciência, paciência requer propósitos, propósitos requerem princípios e princípios vêm da Palavra de Deus. A Bíblia registra grandes feitos realizados por homens de Deus, todos estes amadureceram antes de crescer: Noé teve que construir por longos anos uma arca antes de vivenciar o dilúvio; Abraão teve que andar muito tempo antes de fazer uma aliança com Deus; José teve que sofrer muito antes de descobrir que Deus transforma o mal em bem; Moisés ficou quarenta anos no deserto antes de tirar seu povo do Egito; Davi teve que fugir e lutar antes de ser rei e os apóstolos tiveram que fazer um seminário intensivo de três anos com Jesus antes de vir o Pentecostes. Pois bem, maturidade é fruto de desejo, busca, esforço, paciência e no nosso caso, muita fé em Cristo. Precisamos de maturidade para compreender que nossos interesses pessoais nunca podem sobrepor o interesse comum da igreja e que nossas palavras e  ações não devem dividir o corpo. Precisamos de maturidade para perceber que a posição mais privilegiada dentro de uma igreja é a de SERVO. Precisamos de maturidade para    aprender que a vontade do servo é única e exclusivamente a vontade do Senhor. Precisamos de maturidade para aceitar que se o Senhor está no controle nós não devemos viver reclamando, murmurando e cruzando os braços por qualquer coisa. Precisamos de maturidade para enxergar que servos não se comportam dessa maneira. Precisamos de maturidade para fazermos, verdadeiramente, a oração mais ousada do mundo: “Pai, se for possível passa de mim esse cálice, mas contudo que seja feita a sua vontade”. Minha oração hoje é:          Senhor, nos conceda maturidade para crescer, em nome de Jesus! Faça essa oração também!
Rev. Luiz Gustavo Castilho.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Mãe Nutridora da Família da Aliança.

A Família da Aliança nasce no coração de Deus e é uma proposta maravilhosa para as nossas vidas. Neste contexto eu quero focar a Mãe Nutridora da Família da Aliança. Todos os elementos envolvidos na família têm as suas responsabilidades bem definidas. Dentre as responsabilidades dos pais, está a de serem os nutridores da família, ou seja, aqueles que vão fornecer os recursos físicos, emocionais e espirituais que caracterizam a Família da Aliança.
Deus, em sua sabedoria e amor, deu à mulher recursos e dons maravilhosos que fazem dela uma plena mãe nutridora. Embora seja mais acentuada ao pai a responsabilidade da provisão e do governo do lar, a mãe sabe como ninguém nutrir os sentimentos, os sonhos, as esperanças, não apenas dos filhos, mas de toda a família. A mãe nutridora fornece ao marido a palavra branda que desvia o furor, o apoio que somente nela pode ser encontrado. Aos filhos, ela nutre com o amor que não pode ser comparado ao de nenhum ser humano, com as primeiras palavras de afirmação que ecoaram para sempre em suas mentes e os tornaram homens e mulheres firmes e fortes. Ela nutre seus filhos com senso de segurança inigualável que procede de seus frágeis braços, braços que de onde procedem as maiores manifestações de amor, carinho, cuidado e disciplina.
Durante a gestação, nos primeiros meses e primeiros sustos, nos primeiros anos, nas primeiras lutas e decepções, durante o desenvolvimento e formação, e mesmo depois de casados e chefes de família, a Mãe Nutridora da Família da Aliança sempre nutre os seus filhos com as mais valiosas e afetuosas intercessões e orações diante do Senhor da Aliança!
Parabéns às mães de nossa igreja! Que o Senhor Deus da conceda a cada mãe neste dia a graça e a bênção de serem as Mães Nutridoras da Família da Aliança.

                                            Rev. Luiz Gustavo Castilho.